Sociedade dos poetas mortos

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  • Publicado : 1 de outubro de 2012
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Análise Filosófica do filme “A sociedade dos poetas mortos”

Era por questão de tradição que escolas em meados dos anos 1950 adotavam práticas opressivas no processo de aprendizagem dos alunos, as quais tinham como objetivo a formação de profissionais dentro do status quo, ou seja, mantendo os padrões da sociedade. Tal característica acarretou em problemas sociais, muitas vezes encobertos pelaa trivialidade desse pensamento, de modo a fomentar a necessidade de criticar não somente modelos sociais, mas também comportamentos hedonistas, como os encontrados no filme “A Sociedade Dos Poetas Mortos”, na personagem de Mr. Keating.
A escola representada no filme está preocupada em ensinar, e não em fazer o aluno aprender a pensar, já que a única exigência dos pais em relação à escola épreparar seu filho da melhor forma possível, ainda que para isso tenha que submetê-lo à intensa rigidez e normas de ensino propostas pelo incontestável regime da instituição. No filme isto se apresenta a aceitação de regras e de formas de condutas exigidas pela sociedade pelos alunos, sendo obrigados a seguir, para que segundo suas condutas, sejam aceitos na sociedade como cidadãos. No entanto, o novoprofessor da escola tradicional Welton High, Mr. Keating encoraja seus alunos a observar a vida cotidiana de outra forma; através de uma filosofia de vida: carpe diem, mexendo com as estruturas da instituição, baseada nos princípios da “tradição, honra, disciplina, excelência”. Cada aluno, à sua maneira, segue essa filosofia, mudando suas próprias vidas e alimentando atitudes consideradasrebeldes. As cenas colocam em evidência os conflitos entre o conservadorismo expresso pela direção, exercida pelo anglicano Nolan e o jovem mestre, em que o primeiro é representante de todo um sistema opressor com o dever de suprimir todo e qualquer sentimento anticonservadorista.
Outrossim, o filme enfatiza que os professores são como os sofistas (450-400ac), pois a classe de professores assumia opapel de da uma preparação para o aluno de forma que eles sobrevivessem em status colocados pela sociedade, status sociais e econômicos, visto que utilizavam de discursos prontos, repetições e informações fragmentadas. Por isso, quando o professor Mr. Keating contraria esse tema, no qual mostra com prioridade a função do professor mediador, sua atitude começou a incomodar os tradicionais, já que eleprovoca a intelectualidade intrínseca àqueles jovens, conscientizando-os e encorajando-os ao exercício da liberdade de pensar, dando assim início à atitude filosófica em que o aluno passa a ser o centro, iniciando um abandono superficial da abordagem tradicionalista dando lugar ao construtivismo.
Semelhante a Àgora, local onde a população reunia-se para o debate de assuntos pertinentes aoscidadãos com poder de expressão, era a sala de aula de Mr. Keating, a qual concedia aos alunos a liberdade inexistente fora desse ambiente. Este feito é, indiscutivelmente, um dos pilares fundamentais da pseudoliberdade. Sendo assim, a liberdade plena só é encontrada [pelos alunos] enquanto na presença dos que compartilham mesmas opiniões e do próprio Mr. Keating.
Por mais que a liberdade saia das mãosde Mr. Keating é possível uma análise da dicotomia libertário/manipulador. Ele pode ser considerado um libertário uma vez que prega o carpe diem, mas pode tornar-se manipulador pelo fato de converter os alunos a uma concepção própria do que é aproveitar a vida, através de sensação do encantamento/envolvimento dos alunos em relação ao professor. Dessa forma, contraria os princípios da instituição,deixando claro o intuito de promover a competitividade, instigando assim o aluno à individualidade existente no mundo. Percebendo nitidamente que os pais depositam na escola tradicional o futuro dos seus filhos independente dos sonhos e vontades deles, a atitude filosófica imposta pelo regimento não valoriza o sentimento humano existente dentro de cada educando nem dá autonomia ao educador de...
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