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  • Publicado : 18 de outubro de 2012
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De fato, após dez séculos de História, uma das mais importantes civilizações da Antiguidade encontrava sérios obstáculos à sua manutenção como uma estrutura integrada, sendo atingida por uma série de problemas políticos, econômicos e culturais internos, além de sofrer com problemas de ordem externa, como foi o caso das famosas invasões bárbaras, conhecidas por muitos como o principal fatorresponsável pela “queda” do Império Romano do Ocidente.
No período de vigência da Civilização Romana, a mesma somente se constitui a partir da segunda metade do século VI, momento no qual emergem formas de organização social que poderíamos identificar como sendo tipicamente romanas e não mais etruscas ou mesmo latinas. Por sua vez, a tendência a se atribuir aos “bárbaros” uma maior responsabilidadenos acontecimentos que irão culminar com a desagregação do Império Romano. Remonta até Comodiano e Ambrósio (séculos III e IV respectivamente).
Dentre os historiadores contemporâneos que se afinam com essa concepção, merece referência André Piganiol, que certa vez afirmou: "a Civilização Romana não pereceu de morte natural. Foi assassinada" (1972: 466). Contudo, a maior parte dos autores seinclina por uma análise dos fatores internos da desagregação.
Diante de um acontecimento tão insólito como este, os espíritos não poderiam permanecer serenos e passivos. Pelo contrário, tornava-se imprescindível descobrir os motivos pelos quais isto se deu, apontar os indícios de enfraquecimento” do Império, estabelecer explicações. Aos contemporâneos interessava, particularmente, entender o complexoemaranhado de mudanças que vivenciavam no dia a dia e que na maior parte das vezes os deixavam perplexos, tal a rapidez com a qual se processavam exemplo, Agostinho e Jerônimo, enquanto que para os seus sucessores o problema se encontrava circunscrito ao domínio da História propriamente dita, com todas as funções capitais que esta assumiu no panorama da cultura ocidental desde a Idade Média:transmissão da Palavra e do Exemplo, veículo da tradição, crítica do presente, decifração do destino da Humanidade, antecipação do futuro, promessa de um retorno e, mais recentemente compreensão das estruturas atuais e planejamento das futuras.
Sendo assim, desde o século III até hoje vários autores produziram múltiplas interpretações sobre o fim do Mundo Antigo em consonância com os própriospressupostos inerentes ao conhecimento histórico, de modo pelo qual o tema da desagregação do Império Romano do Ocidente acompanhou as transformações historiográficas observadas a partir do século XIX.
O fim do Mundo Antigo se revestiu de uma excepcional importância para os historiadores do século XIX na medida em que representava uma “decadência” e um “recuo” do Ocidente em termos globais, ao passo quetodas as demais “decadências” sofridas pelos impérios europeus foram apenas acontecimentos isolados no seio de um progresso ininterrupto, contínuo, irresistível.Com isso, a “queda” de nenhuma outra civilização suscitou tanta admiração e foi tão exaustivamente estudada como a da Civilização Clássica, instaurados e um intenso debate entre os historiadores sobre os motivos que provocaram uma rupturaem tal profundidade.
O conceito de decadência, não obstante incluísse critérios morais e culturais, se pautava fundamentalmente por critérios de ordem política, fazendo derivar das oscilações do sistema político. a concepção de temporalidade que, embora rompida na passagem do século XVIII para o XIX com a dissolução da episteme clássica, continuou por muito tempo ainda presente no trabalho doshistoriadores.
No entendimento dos homens da Idade Média e Moderna a história, fosse ela cósmica ou providencialista, era concebida como algo contínuo e uniforme, um processo global de ascensão ou de queda que reunia todos os seres e todas as coisas num movimento único, sem que nada pudesse permanecer inerte s.d.: 477). Devido a isso, domínios de saber como a Biologia, a Filologia, a Economia...
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