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RESUMO DO LIVRO IX
A cidade tirânica é infeliz, porque é escrava do tirano; o tirano é infeliz, porque é escravo dos desejos. Cada parte da alma tem seus prazeres, mas só o filósofo conhece todosepode julgar, preferindo os prazeres melhores. O amor à justiça é substituído pelo amor ao poder e à riqueza; assim, ocorrerá a Timocracia, “uma forma de governo entre a aristocracia e a oligarquia”.A esta sucede a oligarquia, governo dos que amam o dinheiro. Ao legislar em favor só de uma classe, a dos ricos, esta forma de governo causará a cisão do Estado: “É que um Estado desses não é um só,mas dois... o dos pobres e o dos ricos, que habitam no mesmo lugar e estão sempre aconspirar uns contra os outros”, termina o amor à virtude.
O Estado entra em luta consigo mesmo: um partido depoucos muito ricos e outro de muitos pobres estarão em guerra, prevalecendo o último: “A democracia surge quando após a vitória dos pobres, estes matam uns, expulsam outros, e partilham igualmente ogoverno e as magistraturas, e esses cargos são, na maior parte, tirados à sorte. Tendo a liberdade por base, na democracia ocorrerá a ausência de qualquer exigência e o desprezo pelos princípios. Ademocracia conduz à anarquia: “Estas são as vantagens da democracia: uma forma aprazível, anárquica, variegada, e que reparte a sua igualdade do mesmo modo pelo que é igual e pelo que é desigual”.
Aoexasperar a liberdade como bem supremo, “eliminam-se até asdiferenças impostas pela natureza e, assim, a liberdade em excesso não conduza mais nada que não seja a escravatura em excesso, quer para oindivíduo, para o Estado”. E dessa forma surge a Tirania: do cúmulo da liberdade surge a mais completa e mais selvagem das escravaturas. Primeiro, instaura-se a anarquia, e dessa situação aproveita-se otirano que, de pretenso defensor da ordem, transforma-se em lobo, impondo a força sobre todos. É o reino da injustiça.
No final do livro IX, Glauco questiona que tal Estado Ideal, como Sócrates...
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