Roteiro pratico anatomia

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|]Semiologia - Anamnese (parte 1) |


1. Introdução
Uma entrevista médica, como qualquer outro tipo de entrevista, possui técnicas. Tais técnicas devem ser seguidas para que se possa aproveitar ao máximo o tempo que o médico dispõe para um atendimento, levando a um diagnósticoseguro e a um tratamento correto do paciente. Sabe-se hoje que a anamnese, quando bem conduzida, é responsável por 85% do diagnóstico na clínica médica, liberando 10% para o exame físico e apenas 5% para os exames complementares.
2. Técnicas básicas
As perguntas a serem feitas ao pacientes dividem-se em 3 tipos: abertas, focadas e fechadas. As do tipo abertas devem ser feitas de talmaneira que o paciente se sinta livre para expressar-se, sem que haja nem um tipo de restrição. As focadas são tipos de perguntas abertas, porém sobre um assunto específico, ou seja, o paciente deve sentir-se à vontade para falar, porém agora sob um determinado tema, como, por exemplo, um sintoma apenas. Já as fechadas servem para que o entrevistador complemente o que o paciente ainda não falou, comquestões diretas de interesse específico.
Sempre após uma pergunta aberta ou focada ter sido respondida, ou após serem feitas todas as perguntas fechadas, deve-se fazer uma nova abertura, perguntando ao paciente se há algo mais a relatar.
Tem-se ainda perguntas do tipo indutiva, que nunca devem ser dirigidas ao paciente, para que este não seja conduzido a informar uma inverdade.Exemplos de perguntas indutivas: "O sr. já teve...?" "o senhor costuma...". Uma muleta muito útil nestes casos é complementar a pergunta com "ou não?", como em "o sr. já teve... ou não?". Desta forma não se induz o paciente, e sim, profere-lhe uma escolha.
Deve-se também evitar a construção de perguntas compostas, pois geralmente o paciente deixa de responder uma ou mais delas.
O conceitode empatia deve ser esclarecido e utilizado convenientemente. Empatia, que não é o mesmo que simpatia, é um artifício útil para atrair a confiança do paciente. Uma empatia não se faz apenas com palavras, mas também com atitudes, gestos e expressões faciais. Trata-se de uma situação consciente, em que se entende a situação do doente, faz-se com que ele compreenda isto, sem que, no entanto, ocorrauma identificação do entrevistador com o paciente. Tal identificação é uma situação inconsciente que, se não for bem trabalhada, pode facilmente ser exposta, revelando uma vulnerabilidade e pondo em risco todo o trabalho da anamnese.
3. Apresentação
O primeiro contato com o paciente é muito importante para o decorrer da consulta médica. Mostrar-se confiante da situação faz-se necessário edeve expressar-se. Um aperto de mão, quando possível, ou um olhar firme para o enfermo mostram-se artifícios úteis neste quesito. Pela lógica, no entanto, não se deve perguntar como o paciente está, para que o entrevistador não caia em constrangimento caso o paciente se manifeste negativo à situação. Um simples desejo de bom dia, neste caso, mostra mais eficácia. Isto, porém, nem sempre é aplicadona prática.
O próximo passo é dizer ao paciente quem se é e qual a posição dentro do ambiente clínico (médico, estudante de medicina, enfermeiro etc.). Caso seja um médico, pode-se dizer em qual área atua. Já como estudante, é importante esclarecer que possui aptidão para realizar uma entrevista médica. Após expor as regras da entrevista, como a duração e o modo de condução, faz-seconveniente pedir a permissão do paciente. Quando acadêmicos, muitas pessoas fazem uso da gravação da entrevista em fitas cassete; neste caso, o paciente deve ser avisado sobre o fato.
Um exemplo de apresentação: "Bom dia, sr. Fulano, meu nome é Beltrano e sou estudante de medicina. Na faculdade eu aprendi a entrevistar pacientes e estou preparado para isto. Gostaria que o sr. cedesse um pouco do...
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