Robert castel

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  • Publicado : 3 de dezembro de 2012
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Robert Castel iniciou um aprofundamento genealógico, do próprio indivíduo, bem anterior ao Capitalismo, fundamentalmente durante o regime denominado Feudalismo. Problematizou as relações humanas como contexto social e com as funções do trabalho e da produção. Nesse sentido, fica notória a preocupação do autor com a rotulação do chamado “desfiliado”, inserido numa sociedade que, de formaprimária, se apresentou com um caráter “societal”. Esse indivíduo recebia dos mais próximos, da própria espécie, certa “assistência social”, bem diferente da que se conhece nos períodos contemporâneos, e, porisso a vertente do capítulo denominada “proteção próxima”. Sabe-se que o “desfiliado” era o representante da “invalidade social”, contextualizada na “não produção”, ou seja, aquele que não era capazde trabalhar, ora por alguma deficiência, como a cegueira ou outra deficiência física, ora por divergências culturais ou familiares, como a viuvez. A “sociabilidade primária”, denominada de relação“societal”, traduzia a forma de vínculo entre os próprios indivíduos no compartilhamento das ações sociais, que, por um modo natural, inato, subjetivo, ocorria instantaneamente, e era consideradainstintiva. Após comprovada a desfiliação, as famílias, no exercício da “tutela comunitária”, escolhiam quem deveria ser acolhido, e, por isso, uma definição subjetiva. Por outro lado, o que antes era aceitocomo natural, até mesmo por um sentimento de culpa, ou de preservação da própria espécie, passou a apresentar um “ônus”, qual seja o da transformação da responsabilidade em medo pelo que poderiaocorrer caso houvesse falhar em tal assistência tutelada.
Neste capítulo, o foco é a transferência da responsabilização entre as classes, que, na verdade, configurava um “contrato social”, entre ascomunidades e a Igreja. Passou-se a definir a relação social como “sociabilidade secundária”, em que o vínculo passa a ser não mais praticar, como assistencialismo, o natural, inato e subjetivo, mas uma...
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