Rio + 20 ou rio - 20?

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Rio+20 ou Rio-20?
Desafios e perspectivas para a proteção internacional do meio ambiente a partir da conferência da ONU

Participantes:
Prof. Dr. Dimas Pereira Duarte Júnior
Profa. Dra. Geisa Cunha Franco
Prof. Dr. José Antônio Tietzmann e Silva
Profa. Dra. Luciane Martins de Araújo


A palestra inicia-se com a professora doMestrado em Direito, Relações Internacionais e Desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, advogada e consultora ambiental, Dr. Luciane Martins de Araújo. Primeiramente, Luciane aborda o tema “Cúpula da Terra ou ECO92”, apresenta-o como um marco na história ambiental, uma introdução da ideia de desenvolvimento sustentável. Apresenta alguns dados – 170 países, 108 governantes, 10 miljornalistas, 16 mil ONGs – acerca do evento e documentos que foram assinados durante, como a Agenda 21, Convenção Mudanças Climáticas e a Convenção da Diversidade Biológica. E finaliza a abordagem com a fala do Secretário Geral da ONU no período: “Mudou o Mundo”.
A professora do mestrado introduz a ideia de uma oportunidade perdida na transição planetária para o desenvolvimentosustentável quando se remete a Rio + 10. Porém, incita a como uma Conferencia das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável frente a temas como: Economia Verde, Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Pobreza, e que propunha ações concretas compatibilizando crescimento econômico e sustentabilidade ambiental.
Rumo a essa economia verde foram os ideais da Rio + 20 nesteano de 2012, ondee abordaram discussões a respeito do PNUMA que, tinham como intuito investir 2% do PIB Global por ano em dez setores chaves dando inicio assim, a uma transição rumo a uma economia de baixo carbono e eficiência de recursos. O que seu retorno, estaria ligado ao crescimento do PIB Global. Outros assuntos como, agricultura, eficiência energética – investimento em matriz energéticasustentável-, redução dos subsídios em energia fóssil e governança global também foram debatidos.
No entanto, dentre as propostas da maior conferencia realizada pelas Nações Unidas, o Brasil possuía a de desambientalizar a Rio + 20 com focos nos acordos bilaterais de seu comércio. Mas o que isso teria a ver com o contexto da grande Conferencia? Est é uma grande questão.Luciane abre uma pauta muito interessante, o Prêmio Dodô ao qual o Brasil está apto a ganhar. Dodô era uma ave extinta em 1681 nas Ilhas Maurício que, devido à colonização humana proporcionou o desaparecimento dessa ave não voadora. Isto é, este prêmio é direcionado a países que, segundo organizadores, contribuem para a perda da biodiversidade. E nosso grande país do futebol é um dosindicados.
Finalizando a Rio +20, encontramos o reconhecimento dos poucos avanços e a gravidade dos problemas atuais. E como obstáculos têm-se as crises econômicas e as mudanças climáticas. Mas a existência de novos desafios instigam os olhos de observadores e analistas do tema central. Desafios esses que englobam a conexão entre ciência e poder público, a necessidade de umacooperação internacional, o respeito às mulheres, crianças e trabalhadores, o apoio aos povos tradicionais (Mãe Terra), a existência de uma governança ambiental em todos os níveis, a compatibilização entre produções agrícolas, a preservação e a segurança alimentar, e a um apoio às melhores práticas empresariais, entre outros diversos.
Logo em seguida, a professora de RelaçõesInternacionais da PUC-GO, Geisa Cunha Franco fala sobre sua participação na Conferencia das Nações Unidas no Rio de Janeiro e se diz ser sempre otimista, ressaltando a grande “organização da sociedade civil global”. Geisa aponta para o estudos das Relações Internacionais que, através do avanço nas comunicações que permitem a articulação das pessoas nesse novo mundo, amadurecem o envolvimento entre as...
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