Resumo Totem e Tabu

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  • Publicado : 2 de maio de 2014
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Resumo super legal do Stockler
Considerações iniciais:
Primeiramente, eu escrevo informal mesmo, é mais fácil de fixar e entender a matéria
assim, sem falar que escrever o resumo fica minimamente divertido.
Então, Freud.
 Totem e Tabu.
Se eu tivesse que resumir de forma técnica pra vocês, eu diria “Freud usa os costumes dos
aborígenes e o mito do homem primevo para explicar a origem dasociedade, da religião e do
direito”. O Mito do Homem Primevo (ou pai primevo, ou whatever) é a chave do entendimento
do Totem e Tabu. Entretanto, para entendê-lo direito você precisa alguns conceitos que o
Freud gasta umas 130 paginas (4 capitulos) pra explicar e repetir 5 vezes. Começando.
A parada básica de Freud é a neurose, todos os humanos que vivem em sociedade são
neuróticos. O que éisso? Bem, nós temos desejos, quase que instintivos de certas coisas –
para Freud, o mais importante aqui é o Complexo de Édipo (em suma é a vontade de pegar a
mãe) – que temos que reprimir para que consigamos viver harmonicamente em sociedade. Os
aborígenes que ele vai analisar apresentam certas neuroses, dentre elas uma relacionada ao
totem e outra ao incesto.
Agora, o que, cargas d’água, éum totem? Bem, o totenismo é uma forma de religião
primitiva, na qual cada clã totêmico adora (no sentido de whorship) um animal totem. Você
não pode mexer com o animal totem, não pode matar o animal totem, não pode comer o
animal totem, não pode xingar o animal totem. O que acontece se eu fizer qualquer coisa
contra o animal totem? Sei lá, eles tem certeza que vai acontecer uma desgraçainsuportável
(expressão importante! Lembre-se) daí é melhor evitar.
O incesto é outro detalhe intrigante pro Freud. Ele não tem efeitos práticos, você não pode
alegar que é uma questão biológica que os ensinou o incesto porque ele não se resume a “não
pegar mamãe e irmãs”, você não pode pegar todas as mulheres (ou homens no caso das
moças) do seu clã totêmico. E isso está presente sempre com osmais variados costumes para
evitar o contato e o desejo entre os incestuosos.
Agora, outra parte importante, ambivalência, isso é bom pra entender as coisas e pra
encher lingüiça na hora de responder a questão. Freud diz que TODAS as nossas relações são
ambivalentes, é a duplicidade de sentimentos. A Isabela me ama e me odeia ao mesmo tempo.
A Caroline tem medo de altura, mas no fundo ela senteuma vontadezinha de pular, saber
como é. Não é simplesmente a relação interpessoal que está sujeita a ambivalência, sua
relação com tudo está sujeita a ela. Isso vai te ajudar a compreender, mesmo que vagamente,
algumas coisas no outro texto.

Resolvido a ambivalência eu posso entrar na segunda parte do texto e a segunda mais
importante, o tabu. O tabu é um termo polinésio de muitossentidos e que não existe tradução
ou etmologia direta pra gente, a tradução mais próxima envolveria algo como “sagrado e
profano”. As origens de um tabu são desconhecidas e anteriores a todos, isso porque o tabu já
foi internalizado por todos nós. Para ilustrar o tabu, a professora usou o Panóptico daquele
cara famoso. Vocês sabem como é, mas vou repetir de forma mais fácil (um pouco diferente
dooriginal), imagina um campão. As pessoas vivem de acordo com certas regras nesse
campão. No meio dele, tem uma torre com um vigia lá dentro, você não consegue ver o vigia,
só sua sombra. Se você infringir as regras, o vigia vai te punir. Moral da historia: ninguém sabe
se o vigia está realmente ali, entretanto todos obedecem as regras com medo da punição,
mesmo sem saber qual será.
Um alunolá da sala deu outro exemplo que foi mais fácil pra mim de entender. Fizeram
uma experiência que botaram macacos numa daquelas jaulas que são tipo florestas fakes. No
meio tinha uma “torre de pedra” com bananas. No inicio, estavam deixando os macacos
subirem pra pegar as babanas, mas passaram a jogar um jato d’água neles (daqueles que
chega a doer) quando eles tentavam subir, não jogavam em...