Resumo, resenha e fichamento

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Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF
Colegiado do Curso de Engenharia da Computação
Disciplina: Metodologia da Pesquisa
Semestre: 2012.2
Prof.: Alcides Mendes da Silva Junior
Aluno: Romullo Abizair Amâncio dos Santos

Resumo

Norberto Bobbio inicia constatando que muitos tem decretado o fim da divisão esquerda-direita e sua inadequação para lidar com o cenário políticoatual. Derrubando certos argumentos utilizados para sustentar esta tese -- como a "crise das ideologias", a pluralidade existente numa sociedade democrática, a variedade de novos problemas surgidos no mundo hodierno e o fim do comunismo -- ele constata que o cenário político tende a se organizar numa díade, restando saber quais critérios utilizar para identificar os elementos dela. Após fazer umapanhado de critérios utilizados por estudiosos para fazer tal distinção, Bobbio escolhe a igualdade, relacionando a defesa dela à esquerda e uma maior ênfase na desigualdade à direita. Por fim, ele trata da relação entre igualdade e liberdade. Houve certas tentativas de estabelecer esta como uma distinção entre esquerda e direita, contudo Bobbio mostra como ela poderia estar presente ou ausente emambos os lados. Ele utiliza esse critério para distinguir entre as alas moderadas e extremistas de cada grupo: os moderados seriam mais afeitos à liberdade, enquanto os extremistas tendem a ser autoritários para alcançar seus ideais.

Fichamento de Conteúdo

Fichamento de BOBBIO, Norberto. Direita e esquerda: Razões e significados de uma distinção política. Tradução de Marco Aurélio Nogueira. 2°edição. São Paulo. Editora UNESP, 2001.

“'Direita' e 'esquerda' são termos antitéticos que há mais de dois séculos têm sido habitualmente empregados para designar o contraste entre as ideologias e os movimentos em que se divide o universo, eminentemente conflitual, do pensamento e das ações políticas.” (p.49)

“As reflexões seguintes nascem da constatação de que, nestes últimos anos, tem sidorepetidamente afirmado, a ponto mesmo de se converter em lugar-comum, que a distinção entre esquerda e direita (…) não tem mais nenhuma razão para ser utilizada.” (p.50)

“São várias as razões desta opinião que se difunde cada vez mais, e da qual seria possível apresentar infinitos testemunhos quotidianos. Vejamos algumas delas.” (p. 51)

“Na base e na origem das primeiras dúvidas sobre o desaparecimentoda distinção (…) estaria a chamada crise das ideologias. Pode-se tranquilamente objetar, como já foi feito, que na realidade as ideologias não deixaram de existir, e estão, ao contrário, mais vivas do que nunca.” (ibidem)

“E depois, 'esquerda' e 'direita' não indicam apenas ideologias. (…) 'Esquerda' e 'direita' indicam programas contrapostos com relação a diversos problemas cuja solução pertencehabitualmente à ação política, contrástes [sic] não só de ideias, mas também de interesses e de valorações a respeito da direção a ser seguida pela sociedade, contrastes que existem em toda sociedade e que não vejo como poderiam simplesmente desaparecer.” (ibidem)

“Em segundo lugar, afirma-se que num universo político cada vez mais complexo como o das grandes sociedades, e, em particular, dasgrandes sociedades democráticas, torna-se sempre mais inadequada a separação muito nítida entre duas únicas partes contrapostas, sempre mais insuficiente a visão dicotômica da política.” (p. 53)

“A objeção vai ao ponto certo, mas não é decisiva. A distinção entre direita e esquerda não exclui de modo algum, sequer na linguagem comum, a configuração de uma linha contínua sobre a qual entre a esquerdainicial e a direita final (…) se colocam posições intermediárias que ocupam o espaço central entre os dois extremos (…).” (ibidem)

“Mas todas as razões até aqui arroladas são 'secundárias'. A razão principal pela qual a díade foi posta em discussão é outra, de relevância histórica e política bem maior.” (p. 61)

“Podemos constatar hoje, a cada dia, após os acontecimentos dos últimos anos,...
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