Resumo do livro "keynes, crise e política fiscal" de josé roberto rodrigues afonso

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO MULTIDISCIPLINAR
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA E ECONOMIA
CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS

FICHAMENTO DE RESUMO

ANSELMO MOREIRA

JOSÉ ROBERTO RODRIGUES AFONSO
KEYNES, CRISE E POLÍTICA FISCAL

Nova Iguaçu, RJ
Março, 2013
AFONSO, José Roberto Rodrigues. Keynes, Crise e Política Fiscal. São Paulo: Saraiva, 2012.

Com o estouro da CriseFinanceira de 2008, Keynes (considerado por muitos, de forma até superestimada, como o mestre da intervenção estatal e da necessidade da política fiscal entre as políticas macroeconômicas) e toda sua pesquisa econômica voltou ao pensamento de economistas, políticos e qualquer outro ser interessado no que tal Crise poderia significar ao capitalismo contemporâneo. Mediante este panorama, nada maisnatural que a partir de então, novas interpretações e/ou apenas o resgate a Keynes e sua política viessem mais uma vez a ser o objetivo de muitos. Dentre muitos, inclui-se o economista e autor desta obra, José Roberto Rodrigues Afonso. No entanto, diferentemente da maioria destes “muitos”, o objetivo deste último não era dar corpo a teoria keynesiana em face desta nova crise, mas sim recuperar avisão original construída a partir da mesma, especificamente mantendo o foco na matéria fiscal. Em resumo, o autor se propõe a realizar somente mais uma leitura da teoria Keynesiana, e para torná-la mais significativa e de fácil acompanhamento, o mesmo a dividiria em torno de dois cortes conceituais presentes em contextos distintos um do outro: o primeiro trataria da política fiscal que dá respostaà crise; já o segundo nos apresentaria como o Estado deveria agir de forma a evitar que a crise tivesse nova vida no futuro.
Quanto ao primeiro corte conceitual, ou seja, quanto à ação do governo mediante um panorama de crise econômica, o autor inicialmente nos informa que Keynes defendia que o fato da economia oscilar entre tempos de expansão e depressão poderia causar um rompimento do estado deconfiança dos agentes econômicos, os levando a retroceder em suas expectativas de retorno do investimento e da sua produção. O momento máximo deste rompimento se daria quando uma crise econômica fosse presente. Neste contexto, o Governo deveria atuar de forma a manter tais expectativas em seu estado natural, e o modo pelo qual ele faria isso seria através de uma política fiscal que objetivassecomplementar demandas. Para melhor entendimento do que foi tratado acima, necessário entender que dado que na economia keynesiana o investimento e, por conseguinte, a produção será realizada somente se houver uma expectativa de demanda, toda decisão de investimento e produção será incerta, pois o futuro em si é incerto. Como resultado, o empresário tenderá a seguir o que ele espera que os outrosempresários farão em detrimento ao que ele acredita. Em um panorama de aumento de incertezas e rompimento das expectativas empresariais, ou seja, em um panorama de Crise, a tendência será que empresários retraiam seus investimentos, o que em consequência levaria a uma elevação da preferência pela liquidez, acentuando a Crise.
A atuação do Estado em frente a este contexto dá-se de maneira maiseficiente por meio de uma política fiscal de aumento de gastos. A não escolha de qualquer outra política, e em especial a monetária, de forma a ser usada no combate à crise faz-se valer devido à forma pela qual o capitalista realizava seu cálculo de investimento, onde o mesmo comparava a eficiência marginal do capital, isto é, a capacidade de um ativo de reproduzir-se e ainda deixar um excedente contrao retorno financeiro oferecido pela variação na taxa de juros. Se a primeira fosse maior que o segundo, o empresário preferirá investir em capital, caso contrário, ele investirá no mercado financeiro. Quando em crise, a incerteza assolaria a massa empresarial, provocando assim um colapso do cálculo capitalista, ou seja, os empresários deixariam de acreditar na eficiência do capital e, portanto,...
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