Resumo do artigo "o lugar da psicologia forense na violência intrafamiliar".

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O lugar da psicologia forense na violência intrafamiliar
 
 
Taís Cesca
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
 
 

RESUMO
O presente texto traz questionamentos referentes ao papel do psicólogo que atua na área jurídica com questões de violência intrafamiliar contra crianças, abordando a importância do vínculo pais e filhos e as conseqüências recorrentes desta separação. A articulaçãoentre Direito, Psicologia e demais instâncias envolvidas nesta problemática se mostra de extrema importância para que se estabeleça novos paradigmas no que se refere a violência contra a criança.
Palavras-chave: Vínculo, Abandono, Instituição, Saúde mental.

ABSTRACT
The present text brings questions on the role of the psychologist who acts on the juridical area related to cases of intra-familyviolence against children, approaching the importance of the link between parents and kids and the consequences resulting from this separation. The articulation between Law, Psychology and other fields involved in this problem is of extreme importance for new paradigms to be established concerning violence against children.
Keywords: Link, Abandon, Instituition, Mental health.

 
 
Gostaria depontuar a questão da psicologia forense junto às varas de família – violência intrafamiliar, mais especificamente a destituição do pátrio poder: pensando no papel do profissional de psicologia neste âmbito.
Enfrentar o tema violência doméstica implica abordar a questão do sofrimento intenso que a acompanha, sempre disseminado no ambiente em que ela impera. Andrade (1998) já disse que o universoda violência é sempre um “universo de dor”.
Dentre as práticas sociais de cuidado com a infância, a internação em instituições tem sido, historicamente, uma “saída” controvertida. De um lado há quase um consenso sobre sua inevitabilidade, quando se trata do atendimento àquelas faixas da população que não dispõem de recursos necessários - entendendo que não se trata apenas de recursos financeirosmas também psicológicos - para a criação dos filhos no âmbito da família. De outro, há também consenso sobre os prejuízos que daí advêm para a criança, sobretudo em termos de afetividade. Guirado (1986) afirma que a carência afetiva é sempre apontada, quer pelas pesquisas de estatuto científico, quer pelos que fazem o cotidiano das instituições, como uma decorrência imediata.
Quando se fala empsicólogo forense pensa-se logo na elaboração de laudos periciais que servem para decisões judiciais; no caso em questão, o psicólogo como profissional que será peça fundamental para a decisão da futura estruturação familiar.
A partir disto podemos levantar algumas questões. Uma delas é a falta de articulação entre Direito e Psicologia - também pela falta de psicólogos atuando na área jurídica.Como conseqüência, não raras vezes, percebe-se que o Direito acaba se ocupando de assuntos delicados e, com o desconhecimento de caso, muitas vezes, no próprio fundamento da psique humana.
Outra questão é a importância de se refletir sobre o peso de um parecer psicológico na vida da família e principalmente na vida da criança, e aí vem a interrogação: será que os psicólogos da área jurídica estãoconseguindo dar conta destas questões utilizando o aprendizado que tiveram sobre a psique humana e as conseqüências que um corte desta espécie pode ocasionar?
Ainda podemos levantar um terceiro questionamento que seria o poder que o Estado exerce quando privilegia as regras e não os cuidados, a prevenção. Faz-se à priori um julgamento do que é melhor para o outro.É claro que existem os dois ladosda moeda. De um lado a necessidade de afastamento de uma família doente, e de outro os prejuízos que isto acarreta em termos afetivos e conseqüentemente na formação de vínculos.
http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=lxVDJevT_g8&feature=endscreenE aí temos que refletir sobre qual é o limite aceitável na forma como um pai se relaciona com o filho. Às vezes, a violência é algo visível e...
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