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Ricardo Antunes
ADEUS AO TRABALHO?
Ensaio sobre as metamorfoses e a Centralidade do Mundo do Trabalho
8° edição
EDITORA DA UNICAMP Copyright O by Ricardo Antunes
Preparação de originais Jeverson Barbieri
Revisão: Ana Maria Barbosa
Editoração eletrônica: Dany Editora Ltda.
Capa: Cesar Landucci: sobre tela "Operários", 1933, de Tarsila do
Amaral.
Direitos para estaedição
CORTEZ EDITORA Rua Banira, 317 - Perdizes 05009-000 - Perdizes - SP
Tel.: (11) 3864-0111 - Fax: (11) 3864-4290 e-mail:
cortez@cortezeditora.com.br www.cortezeditora.com.br
EDITORA DA UNICAMP Caixa Postal 6074 Cidade Universitária - Barão
Geraldo CEP 13083-970 - Campinas - SP - Brasil Tel.: (19) 788-1015 -
Fax: (19) 788-1100 www.editora.unicamp.brImpresso no Brasil-fevereiro 2002
SUMÁRIO
I. FORDISMO, TOYOTISMO E ACUMULAÇÃO FLEXÍVEL
II. AS METAMORFOSES NO MUNDO DO TRABALHO
III - Dimensões da Crise Contemporânea do Síndícalísmo:
Impasses e Desafios .............................
IV - Qual Crise da Sociedade do Trabalho?
APÊNDICE
A Crise Vista em sua Globalidade ...........
Indivíduo, Classe e Gênero Humano: o Momentoda Mediação Partidária
Trabalho e Estranhamento
A Prevalência da Lógica do Capital
Dimensões da Crise Contemporânea ou da Nova (Des)Ordem
Internacional 14:
Mundo do Trabalho e Sindicatos na Era da Reestruturação Produtiva: Impasses e Desafios do Novo Sindicalismo Brasileiro
Fim do Trabalho? (ou as Novas Formas do Trabalho Material e Imaterial)
O Trabalho, a ProduçãoDestrutiva e a Des-realização da Liberdade
.........................................
A Crise Contemporânea e as Metamorfoses no Mundo do Trabalho
.......................................
Referências bibliográficas
PREFÁCIO À 7a EDIÇÃO
Adeus ao Trabalho? teve sua primeira edição publicada em 1995.
Tem agora, em 2000, sua 7ª edição, pela primeira vez revista eampliada.
O objetivo central do livro foi, então, num momento de forte
questionamento ao significado da categoria Trabalho, problematizar,
polemizar e mesmo contestar as teses que defendiam o fim da centralidade
do trabalho no mundo capitalista contemporâneo. Teses que tiveram várias
conseqüências e repercussões no interior das universidades, das
esquerdas,dos movimentos sociais, dos sindicatos e do próprio movimento
dos trabalhadores, uma vez que, implícita ou explicitamente, alguns de
seus principais formuladores recusavam-se, no fundo, a reconhecer o
papel central da classe trabalhadora na transformação societal
contemporânea. Ao questionar o papel de centralidade do Trabalho na
sociedade capitalista contemporânea,um prolongamento analítico e também
político se desdobrava: a classe trabalhadora já não se mostraria mais
potencialidade contestadora, rebelde, capaz de transformar a ordem
capitalista.
Coerente com a fragmentação "pós-moderna", com o culto
fetichizado do ideário dominante, estas formulações, em grande medida,
recusavam-se a reconhecer o sentido ativo etransformador do trabalho e
da classe trabalhadora. Foi como uma primeira resposta crítica a estas
formulações que escrevemos Adeus ao Trabalho?. Nele procuramos oferecer
alguns elementos centrais para a recusa daquelas teses, carentes de
sustentação, tanto empírica como analítica. Podemos dizer, então, que
continuamos sustentando fortemente nossas teses, uma vez que aliteratura que vem sendo publicada desde então, sobre a chamada
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"crise da sociedade do trabalho", não alterou substantivamente nossas
formulações originais.
Neste Prefácio pretendemos retomar, de maneira bastante
sintética e indicativa, outras teses que procuram invalidar a
centralidade do trabalho, quer pela afirmação da perda de sentido da...
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