Resenha sobre o filme como estrela na terra

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO/CEPAI
DEPARTAMENTO DE PSICOPEDAGOGIA

Adriano José Barbosa
Andréa Maria Almeida
Ana Elisabete França
Fabiana Santos Alencar

AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA: análise de textos.

Recife, 2011.

INTRODUÇÃO

“Quando uma criança escreve tal comoacredita que poderia ou deveria escrever certo conjunto de palavras está nos oferecendo um valiosíssimo documento que necessita ser interpretado para poder ser avaliado [...] Aprender a lê-las isto é a interpretá-las – é um longo aprendizado que requer uma atitude teórica definida”. (FERREIRO, 1986:16-17)
Este trabalho tem como objetivo verificar, pela experimentação em campo, qual fase ascrianças analisadas se encontram conforme a formulação teórica de Emília Ferreiro.
A coleta de dados foi realizada com duas crianças, uma da Educação Infantil com 4 anos de idade e a outra do Ensino Fundamental I com 8 anos de idade. Por solicitação da Professora Bianca Queiroga como processo de avaliação da disciplina de Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Leitura e Escrita.Esta disciplina propicia a reflexão para o estabelecimento de parâmetros para a avaliação da linguagem que contribuirão como base para futuros procedimentos terapêuticos psicopedagógico.
A discussão sobre as principais teorias acerca do modo como a linguagem emerge e se desenvolve na criança torna evidente que não há uma explicação única e cabal para o processo de aquisição e as etapas dodesenvolvimento da linguagem.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Até a década de 60, as teorias existentes sobre o processo de apropriação da escrita eram voltadas, ora para o objeto de estudo que é a própria escrita, ora para as habilidades ou métodos de alfabetização utilizados pela escola. Emília Ferreiro, em suas pesquisas, deslocou a observação desses dois pontos e passou a observar asconcepções de quem aprende. Ela descobriu que a criança, antes mesmo de ingressar na escola, constrói hipóteses sobre que é a escrita,
A partir da observação das produções das crianças, Ferreiro constatou a existência de níveis de apropriação. São eles:
• Hipótese ou Fase Pré-silábicas que se subdivide em:
• Hipótese ou Fase Silábica.
• Hipótese ou Fase Silábica –Alfabética.
• Hipótese ou Fase Alfabética.
ESCRITA PRÉ-SILÁBICA: o/a alfabetizando/a não compreende a natureza do nosso sistema alfabético, no qual a grafia representa sons, e não tem ideias, como nos sistemas ideográficos (como, por exemplo, a escrita chinesa)
Nesta fase, ele/a representa a escrita através das seguintes hipóteses:
- REALISMO NOMINAL: a criança acha que os nomes daspessoas e das coisas têm relação com os seus tamanhos.
Se perguntar a criança: qual a palavra maior: BOI ou FORMIGUINHA?
Ela dirá: BOI é uma palavra GRANDE e FORMIGUINHA uma palavra PEQUENA, pois relacionará ao tamanho dos animais.
A superação do realismo nominal se dará no fim da fase da escrita pré-silábica.
- Ao ler palavras e orações, não marca a pauta sonora.
• ESCRITA SILÁBICA: divide-seem escrita silábica e escrita silábica-alfabética.
Na ESCRITA SILÁBICA, a criança supõe que a escrita representa a fala. É a fase que se inicia o processo de fonetização; nesta fase, ela tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras. Cada sílaba é representada por uma letra com ou sem conotação sonora. Em frases pode escrever uma letra para cada palavra. Desvincula o objeto da palavraescrita.
Escrita silábica sem valor sonoro: a criança escreve uma letra ou sinal gráfico para representar a sílaba, sem se preocupar com o valor sonoro correspondente.
TOMATE= RTO
CAVALO= BUT
PÃO= TU
Escrita silábica com valor sonoro: a criança escreve uma letra para cada sílaba, utilizando letras que correspondem ao som da sílaba: às vezes usam só vogais e outras vezes...
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