Resenha - plantas medicinais

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  • Publicado : 20 de outubro de 2011
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O texto-fonte “Tradições populares de uso de plantas medicinais na Amazônia”, localizado no livro História, Ciências, Saúde-Manguinhos, volume VI (suplemento), entre as páginas 919 e 939 e publicado em setembro de 2000, é de autoria de Fernando Sérgio Dumas dos Santos. Fernando é doutor em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisador adjunto da Fundação Oswaldo Cruz e seinteressa por práticas terapêuticas populares e uso de plantas medicinais.
O tema tratado pelo autor, como o próprio escreveu no artigo, é “as tradições de usos de plantas medicinais na Amazônia, desde o ponto de vista dos processos históricos que marcaram a construção da sociedade amazônica” (p. 919) . No texto, Fernando aborda, com bastante clareza, o uso de plantas e ervas como remédionatural de doenças e enfermidades pelos habitantes da região, em especial por aqueles que vivem no leito de grandes rios.
Num primeiro momento, o autor faz uma pequena introdução, abordando, de forma clara, o conceito de tradição, tratando da “dinâmica que envolve este conjunto de práticas no desenrolar dos processos históricos” (p. 920). Também fala, muito rapidamente, da história da Amazônia e arelação que os povos, tanto dos que já viviam por lá (indígenas de diversas etnias) quanto dos que chegaram depois (europeus e, alguns séculos depois, nordestinos), mantiveram desde a colonizaçao da região. Tal contato entre os povos permitiu a troca de conhecimentos e, consequentemente, a descoberta de novos usos das plantas e, inclusive, de outras espécias vegetais. É importante salientar que oautor não defende a ideia de que conhecimentos de um povo foram esquecidos ou inferiorizados por causa de outro, mas sim, que o convivio entre diversas civilizações contribui para o aumento do que já se sabia sobre certas plantas medicinais.
Em seguida, antes de abordar o assunto principal, ele fala dos rios da região e da sua importância para a população, não só como fonte de alimento ou via detransporte, mas como território habitável. Apesar de tratar o tema com bastante interesse, nesse momento, ele foge muito do propósito do artigo, citando, em pelo menos 4 páginas, os numerosos rios e povos que vivem no leito de cada um deles. O poder de síntese usado no início no texto não aparece nesse tópico. Muito do que foi abordado nesse parte não demonstra muita ligação com o resto do texto,parecendo, assim, um tema avulso e sem importância, ocasionado por não citar apenas os pontos essenciais.
Depois disso, o texto-fonte começa a abordar o tema do artigo. Fala, primeiramente, sobre “os saberes amazônicos”, de como esses saberes são adquiridos pelos habitantes da região. Novamente, ele frisa a importância do contato entre os vários povos que passaram pela região, como responsável pelagama de conhecimentos a respeito de plantas medicinais. O autor também explicita outros fatores que contribuem para o grande uso dessas plantas, como a distância de algumas vilas das médias e grandes cidades (onde estão localizados os principais centros de saúde), o preço elevado dos medicamentos e, é claro, os aspectos culturais, como o hábito de tratar as pessoas primeiramente com remédioscaseiros e simples para depois, caso eles não tenham o efeito desejado, procurarem um médico.
Para que a sua posição defendida e os argumentos utilizados sejam válidos, ele colhe depoimentos de moradores de diversas regiões da Amazônia. Nesses depoimentos, as pessoas falam de suas experências e citam casos de conhecidos que estavam doentes e quando foram necessárias o emprego das plantas medicinais.As histórias contadas, com certeza, são as principais fontes de argumento do autor. Elas são ricas em detalhes. As pessoas falam das doenças da região, dos ingredientes utilizados na preparação dos remédios (em especial, das plantas medicinais) e, principalmente, de como foi adquirido o conhecimento destas plantas e o porquê de usá-las. Quase sempre, os saberes populares são passados de geração...
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