Resenha paulo freire - pedagogia da autonomia

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  • Publicado : 16 de dezembro de 2012
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RESENHA
PEDAGOGIA DA AUTONOMIA:
SABERES NECESSÁRIOS À PRÁTICA EDUCATIVA
PAULO FREIRE


POR UM ENSINO AUTÔNOMO: CONTRIBUIÇÕES DE PAULO FREIRE AO EXERCÍCIO DA PEDAGOGIA

“Pois encontrar-se-ão sempre alguns indivíduos capazes de pensamento próprio.”
(Immanuel Kant)

O educador brasileiro Paulo Freire, em sua obra Pedagogia da Autonomia apresenta um conjunto de práticas educativas quevisam a transformação do ensino. A partir do debate de questões que acontecem no cotidiano do professor como agente educativo – muitas vezes relatando experiências de sua própria vivência – Freire adentra no campo dos conflitos que possuem o campo da educação, e que atingem educadores e educadoras, dentro e fora da sala de aula. Para Freire, faz-se necessário que aquele que exerce a tarefa deeducar – para ele um exercício permanente – respeite a autonomia do educando, isto é, o conhecimento que o aluno traz consigo é relevante, visto que ele é um ser social e histórico.

Ao longo da obra o autor trabalha o tema do livro, que é “a questão da formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativo-progressiva em favor da autonomia do ser dos educandos” (FREIRE, 1996, p. 14) erealiza uma análise dos saberes fundamentais a essa prática, dialogando diretamente com obras anteriores. Observando sempre através da ótica dos “condenados da terra” (FREIRE, 1996, p. 16), Freire trás a tona a responsabilidade ética da tarefa docente, a eticidade, como o mesmo denomina ao longo de seu trabalho, e, nos correntes três capítulos que o compõem, transcorre sobre os temas de que sóocorre a ação de aprender – a discência – quando se há docência, estabelecendo uma correlação entre ambas; a tarefa de se ensinar não se resume na simples transferência de conhecimento; e que ensinar é uma especificidade humana e é ela que nos difere dos outros seres. Por tornar-se repetitivo em muitas de suas colocações – ora ele retoma a posteriori um assunto já trabalhado, ora ele aborda a priori umassunto que será mais detalhadamente trabalhado em outro capítulo – a obra acaba por perder o caráter de livro para o de manifesto.

No primeiro capítulo, intitulado “não há docência sem discência”, o autor discorre esmiuçadamente sobre os saberes que, para ele, “seriam indispensáveis à prática educativo-crítica de educadores e educadoras críticos, progressistas” (FREIRE, 1996, p. 23). Conformeo autor, “quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado” (FREIRE, 1996, p.25), ou seja, o ato de ensinar não deve estar apoiado somente na figura do professor assim como o ato de aprender não deve ser considerado tarefa exclusiva do aluno. Segundo P. Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a suaconstrução” (FREIRE, 1996, p. 25). Desta forma ele demonstra, como trabalhado em obras anteriores, a sua postura contrária ao ensino bancário, em que o aluno é visto apenas como depósito de informações.

Ele assevera que a capacidade de aprender deve ser crítica e em diversos momentos de Pedagogia da Autonomia tal ideia é vista e revista, pois está diretamente ligada à autonomia do educando. Éatributo do educador apresentar as ferramentas necessárias para que, de modo autônomo, o educando se construa como indivíduo crítico e dotado de autonomia. É possível ensinar e aprender de modo crítico e para que isto aconteça são necessárias certas “exigências” para o ensino. Para aprender criticamente o professor precisa construir e reconstruir o saber e ensinar o aluno ao que Freire denominade pensar certo. Ao docente cabe problematizar os conteúdos e não meramente fazer com que os alunos promovam a sua repetição ou cópia. Além de que deve constantemente pesquisar e estar em formação permanente, portanto, saber pensar, ou seja, carregar consigo o espírito questionador. Mas, acima de tudo, respeitar o conhecimento prévio que o educando carrega, saber este que jamais deverá ser...
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