Resenha fomos maus alunos

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RESENHA CRÍTICA

DIMENSTEIN, Gilberto e ALVES, Rubem: Fomos maus alunos. 4◦edição. Campinas – São Paulo: Papirus, 2003.123 p.

1.CREDENCIAIS DOS AUTORES
Gilberto Dimenstein é jornalista,escritor e conferencista. Formado na Faculdade Cásper Líbero, é colunista da Folha de São Paulo e da rádio CBN. Já foi diretor da Folha de São Paulo e correspondente internacional em Nova Iorque. Trabalhoutambém no Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora, revista Visão e Veja. Foi acadêmico visitante do programa de direitos humanos da Universidade de Columbia, em Nova York. Por suas reportagens sobre temas sociais e suas experiências em projetos educacionais, Dimenstein foi apontado pela revista Época em 2007 como umas das cem figuras mais influentes do país.
Rubem Alves é autor delivros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis. Bacharel e Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia (Ph.D.) pelo Seminário Teológico de Princeton (EUA) e psicanalista. Lecionou no Instituto Presbiteriano Gammon, na cidade de Lavras, Minas Gerais, no Seminário Presbiteriano de Campinas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de RioClaro e na UNICAMP, onde recebeu o título de Professor Emérito. Tem um grande número de publicações, tais como crônicas, ensaios e contos, além de ser ele mesmo o tema de diversas teses, dissertações e monografias. Muitos de seus livros foram publicados em outros idiomas, como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno.

2. RESUMO DA OBRA
O livro, Fomos Maus Alunos, dos autoresGilberto Dimenstein e Rubem Alves, é um diálogo fluido e bem humorado das próprias experiências do período escolar de cada um deles. Os autores questionam a aparente cristalização dos métodos de ensino nas escolas tradicionais e os vários aspectos do currículo escolar e a educação desenvolvida nas salas de aula.
Os autores comparam a escola a uma caixa de brinquedo, em que a caixa é encantadora, mas obrinquedo não é tão bom assim. As crianças adoram o ambiente escolar, mas não gostam de assistir aula. Enquanto para Rubem Alves a caixa de brinquedos era o máximo, para Dimenstein nem a caixa encantava, o que interessava estava fora dos muros da escola.
Ainda na infância o que mais entediava os autores era a falta de realidade agrupada aos métodos de ensino em sala de aula. Tantas coisasimportantes acontecendo no mundo como a guerra fria, a luta contra racismo e os professores insistindo em um aprendizado guiado por cartilhas com frases feitas como “o vovô viu a uva”. (p.18 e19).
Dimenstein relata que era julgado por todos (professores, diretores e até mesmo seus pais) como um mau aluno, um fracassado e que não teria futuro e até os coleguinhas o chamavam de Gil babão. Já Rubem Alvesera um mau aluno, mas tirava boas notas apenas para passar de ano e para não decepcionar sua mãe. Alves sofria com as chacotas dos amigos por que havia se mudado de Minas Gerais para o Rio de Janeiro e tinha o “R” muito carregado no sotaque. Os autores tentam consolar os dramas do passado comparando as próprias trajetórias as de Mozart, Carlos Drummond de Andrade, Einstein entre outros que tambémforam maus alunos na infância.
Ao longo de todo o livro os autores vão colocando suas experiências bem humoradas e contando como valorizar e suprir as necessidades acadêmicas dos alunos e dos educadores. Algumas páginas para frente os autores se referem às obrigações impostas pelos programas escolares, que não priorizam as necessidades reais do aluno, nem o aumento da criatividade. O ato deaprender se torna enfadonho para o aluno. Ele começa a relacionar o conhecimento como uma obrigação, ou, um dever que não lhe proporciona nenhum prazer. Não estimula sua curiosidade, secando assim a “fonte” do saber.
De certo modo a escola é importante, o aluno precisa aprender. Por outro lado, o que a escola está ensinando, o aluno não quer aprender, ele renega fortemente por que não há nada que...
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