Resenha do livro a apologia de sócrates

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  • Publicado : 15 de abril de 2012
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“Pode me dizer, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui? Isso depende do lugar para onde você deseja ir – respondeu o Gato. O lugar para onde desejo ir? Francamente, para mim tanto faz. Nesse caso, tanto faz o caminho que você seguirá. Contanto que eu chegue a algum lugar... Chega, na certa! Contanto que ande o tempo necessário. Alice viu que não era possível negar isso”
(CARROLL,p. 60-61).

Diferente da resposta de Alice (CARROLL, Lewis. Alice no País nas Maravilhas), no caso da Filosofia, o lugar para onde e por onde se quer caminhar, faz toda a diferença. Com certeza, como da mesma forma, não somente o destino, mas também o caminho a ser empreendido, bem como, com quem e como se irá caminhar.

Aliás, esta não deve ser uma preocupação apenas na Filosofia, mas de todasas áreas do conhecimento. Como da mesma forma, na sociedade e organizações, enquanto em um momento ainda há espaços privilegiados para poucos, intencionalmente organizados para que se efetive o processo de aprendizagem, devemos colocar duas questões fundamentais de nossa existência: para e/ou por onde devemos ir? Que caminho ou caminhos seguir?

Assim, saber para onde ir e que caminho seguirfaz toda a diferença. Trata-se de pensar sobre o que se pretende com o conhecimento e como adquiri-lo. E, neste sentido, definir que função social deve-se cumprir: adaptar os indivíduos à sociedade na qual está inserida ou formar para o esclarecimento, a emancipação e a autonomia? Par e passo, ao se definir a função social do conhecimento, o projeto político, bem como o currículo e a seleção deatividades e seus respectivos conteúdos, como da mesma forma o processo de aprendizagem estarão determinados.

Trata-se agora de legitimar a realidade, ainda que as condições não sejam tão seguras, ainda que possa questionar os equívocos, no entanto, demonstra exatamente que companhia não é nem consensual, nem segura. Ora, isto não é novidade na

história. A produção do saber, quanto oconhecimento caminharam sob o fio da navalha. São 25 séculos de investigações filosóficas ininterruptas, apesar dos muitos percalços. Importante é como este será transmitido e, neste sentido, esta é a reflexão que se pretende aqui: a partir do conceito de Filosofia como crítica, pensar uma metodologia específica para o conhecimento filosófico, tomando o texto filosófico como elemento central deste processo,apresentando as características e a natureza.

Desta forma espero contribuir para a legitimação da Filosofia, esta reflexão se fundamenta no dialogo “Fedro de Platão”, principalmente, na prática de ensinar (Filosofia e filosofar) neste propósito, uma vez que das duas alternativas que se propõem atender esta demanda, não o fazem a contento; quando não, servem apenas a uma racionalidadeinstrumental que objetiva adaptar os indivíduos a uma sociedade de menoridade, munidas de um belo canto, capaz de seduzir os "Novos Ulisses". Mesmo os textos de Filosofia, apesar de ter diretrizes muito claras e objetivas de como deveria ser construído, apresenta diversas deficiências que, direta e indiretamente podem contribuir para uma não legitimação do ato de Filosofar, ou até mesmo a rejeição oubanalização da transmissão do Conhecimento, justamente Sócrates se contra põe ao método da retórica (Lísias), limita a arte de filosofar e passa a uma ciência de analise somente prendendo a razão a um único caminho de pensar. Talvez por isso, o mesmo tenha tido uma boa rejeição por parte dos intelectuais da época. Antes de refletir sobre uma metodologia específica para o a Filosofia, faz-se necessárioassumir e explicitar um determinado conceito de Filosofia, indicando o lugar de onde se está, ao mesmo tempo em que refletir sobre o que seja uma reflexão filosófica, ambos fundamentos desta mesma metodologia.

Fedro - Platão

O diálogo Fedro se passa fora dos muros de Atenas, debaixo de uma árvore e ao lado de um rio. Os interlocutores deste diálogo são dois: O velho e irônico Sócrates e o...
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