Resenha do livro os limites do sentido - eduardo guimarães

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Resenha do livro: Os limites do sentido.
GUIMARÃES, Eduardo. Os limites do sentido. Um estudo histórico e enunciativo da linguagem. 3. ed. São Paulo: Pontes, 2005.
Instituição: UFES (Universidade Federal do Espírito Santo)
Curso: Letras Portugês – Noturno

Guimarães com o objetivo de elucidar as questões semânticas criou o livro Os limites do sentido (2005), onde propõe em oitenta e novepáginas uma discussão abrangente do tema, apoiando-se em diversos autores renomados no campo da semântica.
Ao iniciar a leitura deste livro, o leitor já no primeiro capítulo – Um percurso para a enunciação – se depara com questionamentos a respeito da significação e do sentido a partir do corte saussureano que exclui o sujeito, o objeto e a história, e como estes são utilizados na ocorrência daenunciação. Aborda-se também, a constituição de um trajeto histórico a partir de Michel Bréal. Nota-se que para uma leitura completa é necessário ter certos conhecimentos lingüísticos, ao iniciar pela obra de Saussure.
O segundo capítulo trata a semântica como disciplina lingüística, que a partir da filosofia, com as contribuições de Platão trata a linguagem como aspecto semântico e também com agramática de Port Royal que contribuiu de forma rica para a linguagem.
Na década de 1830, Karl Reisig inclui a semasiologia na gramática, apontando novos rumos para a lingüística alemã.
Um marco importante para a semântica, enquanto disciplina, foi datado do século XIX, quando a mesma se constituiu como tal. Um dos percussores nesta constituição foi Bréal, com sua obra Ensaio de Semântica de 1897.Ainda seguindo a linha de Bréal, podemos observar a semântica como disciplina onde interagem homem e linguagem, onde as transformações se fazem necessárias no decorrer do tempo. Segundo Bréal (1897, p. 197) “[...] a mudança é produto da vontade e da inteligência [...]”. Utilizando esta linha raciocínio inferimos que o sujeito cria a mudança.
Ao passarmos ao terceiro capítulo – O corte saussureanoe a significação – compreendemos que para Saussure o mais relevante é o valor de um signo, e que este possui duas faces, o significante e o significado. No desenvolvimento deste capítulo, o autor se propõe a elevar o discurso ao tema da significação, buscando definir o que esta não é, não se preocupando em mostrar ao leitor qual sua definição, deixando assim, de forma solta, relativa ao subjetivo.O tema do quarto capítulo traz à tona uma discussão sobre a tripla exclusão de Saussure. O sentido e o mundo, como o próprio nome já diz, infere uma relação do sentido com os objetos, o mundo. Passa-se a predicação dos objetos. Analiza-se a frase em seu contexto e não as palavras isoladamente.
Neste capítulo, talvez o mais denso do livro, iniciamos o estudo sobre a veracidade de uma oração deacordo com Tarski (1944), que generalizando a discussão destaca que uma oração é verdadeira quando se refere a coisas que existem. O sentido é o que faz da sentença verdadeira.
Frege distingue sentido e referência. Para Frege o que nos direciona do sentido para a referência é a busca pela verdade. Segundo Frege pode haver para uma mesma referência expressões distintas. A sinonímia e a polissemiaentão aparecem para intermediar a linguagem, pensamento e mundo.
A busca pelos limites do sentido obtém seu ápice no quinto capítulo, quando o autor trata O sentido como intenção do locutor, que traz o sujeito (locutor) como consciente e capaz de pronunciar algo a alguém de forma intencional. Um grande estudioso desta área foi Grice (1957), que em suma, diz existir um sentido natural e outro nãonatural. O sentido natural, remete à própria nomeação, é natural do indivíduo como, por exemplo, ao ver uma pegada de cachorro, é natural que pensemos que por ali passou um cachorro. Já o sentido não natural se refere àquele no qual o locutor faz uso do discurso para convencer o ouvinte, ou seja, o faz intencionalmente.
O sexto capítulo – Sentido e ação – trata da filosofia analítica que...
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