Revista de jornalismo

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| REVISTA ELETRÔNICA DE JORNALISMO CIENTÍFICO | | |
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Dossiê | Anteriores | Notícias | HumorComCiência | Cartas | Quem Somos | Fale conosco |
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Dossiê |
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Editorial |
Prêmio virtual, punição virtuosa - Carlos Vogt |
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Reportagens |
Da fogueira à pulseira eletrônica |
Yurij Castelfranchi |
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Um sistema penal global é possível? |
Celira Caparicae Fábio Reynol |
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“Tolerância zero” e Estado mínimo geram inflação carcerária |
Carolina Justo |
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Justiça com as próprias mãos |
Luiz Paulo Juttel e Marina Mezzacappa |
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Entre os limites da educação e violência |
Luciano Valente |
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Artigos |
Os sentidos da punição |
Marcos César Alvarez |
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Adolescentes e o sistema de justiça juvenil |
Liana de Paula |
|Crime, violência e impunidade |
Sérgio Adorno e Wânia Pasinato |
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Punição e sociedade de controle |
Edson Passetti |
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Dos dispositivos de poder ao agenciamento da resistência |
Eduardo Pellejero |
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Resenha |
Culpa e castigo: sombras, traços e contornos |
Por Rodrigo Cunha |
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Entrevista |
David Garland |
Entrevistado por Por Cristina Caldas e MartaKanashiro |
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Poema |
Patafísica |
Carlos Vogt |
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Reportagem | |
Entre os limites da educação e violência | |
Por Luciano Valente
10/05/2008 | |
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Educar crianças para que elas compreendam e obedeçam às regras da convivência é um desafio enfrentado por pais, escola e sociedade em geral. A tríadepunição-premiação-educação está na raiz da aprendizagem social e sua discussão é considerada sempre pertinente. Para pesquisadores, as mudanças na família e na sociedade contemporâneas ainda não resultaram em uma configuração das relações entre educar e punir. A questão dos limites volta-se para os próprios pais e escola: a educação deve privilegiar o diálogo com crianças e adolescentes aos invés de punições,especialmente as corporais.Os pais modernos têm tido dificuldades para conseguir impor limites e educar os seus filhos. Exemplo disto é o sucesso do programa Super Nanny (ou Super Babá, em português). O reality show britânico tem sua trama baseada em uma babá disciplinadora que visita casas de famílias em que os pequenos controlam, mandam e desmandam em seus pais. Jo passa uma semana com as crianças eensina aos pais como conseguirem impor respeito e criar regras sem bater ou alterar a voz. Ela apresenta técnicas para coordenar brincadeiras, fazer com que os pequenos obedeçam os horários de dormir etc. No show seu disciplinamento baseado no diálogo e compreensão mútua funciona muito bem.Edilza Ribeiro é professora de enfermagem na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e conduziu um projetona unidade de pediatria no hospital universitário, criando oficinas de diálogo com a comunidade. Uma delas focou na discussão de como os pais trabalham, no seu processo educativo, as questões com as quais eles não concordam, como punem e se lançam mão de castigos físicos. “Sinto os pais um pouco perdidos. A família mudou, convive menos, tem mais estresse, tem menos pessoas para ajudar nas tarefase a mulher não é mais a cuidadora oficial da família. Há um distanciamento maior entre pais e filhos. Os pais podem não conseguir acompanhar a tecnologia, nem mesmo saber ao que os filhos têm acesso. Nem a família e nem a sociedade têm encontrado formas punitivas que sejam significativas e produzam efeito nessa nova família”, afirma ela.A diminuição no número de filhos é um outro ponto levantadopor Ribeiro. O estresse aumentou devido a essa preciosidade que a criança ganhou. “Este modelo tem levado a essa preponderância da vontade da criança. É por isso que na Super Nanny, existem crianças de 5, 6 anos que controlam a vida familiar. Os adultos deixaram de ser adultos, os pais deixaram de cumprir os seus papéis e não atendem mais às necessidades das crianças, mas sim aos seus...
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