Resenha do livro filosofia da ciencia

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  • Publicado : 8 de agosto de 2012
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RESENHA DO LIVRO FILOSOFIA DA CIENCIA
AUTOR: RUBEM ALVES
Em Filosofia da Ciência. Introdução ao jogo e a suas regras, Rubem Alves faz um alerta para a necessidade de se desmistificar o cientista, considerado superior, por si, pela classe e pela grande maioria das pessoas comuns, dado ao seu trabalho em busca da verdade, do conhecimento e do desenvolvimento da ciência.A obra é divididaem onze capítulos, os quais, gradativamente, vão conduzindo o leitor ao mundo da ciência, em um raciocínio bem estruturado, lógico e didático. Ao longo dos temas tratados, são inseridos exemplos, questionamentos e jogos, em uma contínua interação com o leitor. Também sobressaem as críticas, comparações entre pensadores e cientistas e as conclusões a que conduz o raciocínio desenvolvido.Nos doisprimeiros capítulos (O Senso Comum e a Ciência - I e II), a curiosidade do leitor sobre o tema é provocada de início, ao se deparar com perguntas e exemplos que o levam a compreender as diferenças básicas entre senso comum e ciência. Aqui, o senso comum não recebe uma definição específica, mas apenas uma inferência a partir da definição de ciência. Em sendo esta uma "especialização, umrefinamento de potenciais comuns a todos", o senso comum seriam "as receitas para o dia-a-dia, bem como os ideais e esperanças que constituem a capa do livro de receitas", ou, na qualificação dos cientistas, "pessoas que não passaram por um treinamento científico". O autor sugere, ainda, e de forma enfática, o risco de que a especialização, aí entendida a ciência, se transforme em uma "perigosa fraqueza",de vez que ela, se mal aplicada, pode contribuir para uma atrofia do pensamento dos não-cientistas, além de limitar a visão do todo pelo aprofundamento do particular. Em outras palavras, deve-se estar ciente de que tanto a ciência quanto o senso comum requerem criatividade para o invento de soluções que buscam a adaptação do ser humano às revoluções da humanidade.No terceiro capítulo (Em Busca daOrdem) está presente o ponto de convergência entre ciência e senso comum, representado pela busca da ordem, exigência do homem, cientista ou não, desde sempre. Em se tratando da ciência, o estabelecimento da ordem se dá por meio de métodos, cuja sistematização pretende isolar o cientista da influência de subjetividades que possam corromper o "conhecimento objetivo da realidade". O autor, nestecapítulo, fortalece a idéia de que a ciência parte da necessidade de solução para um determinado problema, sendo a teoria ou hipótese de trabalho o produto final. A solução, no âmbito do método científico, usa um modelo mentalmente idealizado, hipotético e provisório, que, depois de construído, deve ser pesquisado e experimentado. Assim, entendendo-se a teoria como algo continuamente passível deteste, os fatos objeto do trabalho científico são restritos àqueles decisivos para a confirmação ou negação das teorias postas.No quarto capítulo (Modelos e Receitas), que trata do estabelecimento da ordem, o autor faz um questionamento no mínimo intrigante, ao afirmar que "o homem foi capaz de manipular as estrelas, os planetas e os satélites". A manipulação, nesse sentido, ocorre no plano daimaginação, quando o cientista analisa uma questão a partir de um modelo. Nessa linha de raciocínio, o modelo representa um artefato construído de conceitos e que nos permite simular o que deve ocorrer sob certas condições. Utilizando várias situações ilustrativas, o autor conclui que as mudanças de modelo são necessárias para a compreensão do problema e, novamente, ressalta que o progresso daciência depende da ocorrência de anomalias, as quais forçam o trabalho científico na busca de solução.O capítulo quinto (Decifrando Mensagens Cifradas) propõe formas para se decodificar mensagens cifradas, existentes em coisas aparentemente insignificantes e cujo sentido são um desafio à razão, à inteligência e à persistência do homem. Segundo o autor, a decifração requer uso de chaves que, uma vez...
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