Resenha de "a lei do mais belo"

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  • Publicado : 20 de dezembro de 2012
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Ao longo de todos esses anos, a beleza vem sendo tema de estudos e pesquisas em todas as culturas (ou grande parte delas). As diversas áreas do conhecimento a estudam em seus vários aspectos. Filósofos refletem sobre ela, poetas são por ela inspirados, pornográficos a oferece aos montes, a indústria de cosméticos e o mundo da moda nos joga na cara uma perfeição fora da realidade.
A belezacaptura coração e atenção por onde quer que passe. Desde o início da humanidade estamos fadados a nos entregar as suas tentações e todas as sensações que a mesma desperta.
No texto de Nancy Etcoff, “A lei do mais belo – A ciência da beleza”, a autora argumenta e nos convence do quanto a beleza é um trunfo simbólico na sociedade contemporânea e de como caminha a passos largos mediante sua valorização -algo que é cada dia mais evidente, apresentando-nos aspectos que nossos olhos não vêem. Viajamos de questões cientificas à influencia da mídia nos padrões estéticos impostos, da incrível sedução de bebês à top models.
Etcoff esclarece, ainda, no primeiro capítulo: “Este livro é uma investigação do que consideramos belo e por que – o que, em nossa natureza, nos torna suscetíveis à beleza, quequalidades na pessoa evocam essa reação e que sensibilidade para a beleza é ubíqua na natureza humana.” (ETCOFF, 1999, p.16).
Estamos numa sociedade obcecada pela beleza, que em seu nome as pessoas cometem atos extremos e arriscam suas vidas. Do uso de produtos não aprovados à mesas de cirurgias plásticas. Segundo dados expostos por Etcoff em seu livro, (1999, p.14), “no Brasil, há mais mulheresvendendo Avon do que membros no Exército. Nos Estados Unidos, gasta-se mais dinheiro com a beleza do que com a educação ou serviços sociais”.
Estamos girando em torno da beleza. E jamais, em nenhum outro período da história as pessoas estiveram tão preocupadas com estética. Beleza é peça chave para o bem-estar social. Esteticistas e cirurgiões plásticos estão trabalhando também como psicólogos paratratar seus pacientes. A percepção estética está cada vez mais distorcida e transtornos relacionados a ela, cada vez mais comuns. Dados afirmam que hajam cerca de 100 mil adolescentes anoréxicos ou bulímicos no Brasil, sendo 90% mulheres de 12 a 20 anos.
Um best-seller, do escritor norte-americano Scott Westerfeld, intitulado “Feios” aborda essa temática. Aos 16 anos de idade, as pessoas teriamdireito a uma plástica radical para corrigir todas as suas imperfeições. Manchas na pele e ossos seriam substituídos completamente. Então, passariam da “Vila Feia” para a “Nova perfeição”, onde se relacionariam com pessoas igualmente perfeitas e freqüentariam as festas badaladas da alta sociedade. Um sonho contemporâneo, não é?
Com o passar dos anos a beleza tornou-se o maior referencial de nossasociedade; pessoas bonitas têm mais oportunidade de emprego, de amizade, de relacionamentos bem sucedidos com pessoas igualmente bem sucedidas e conseqüentemente sucesso. Assim, caminhemos em busca da beleza também.
A beleza atrai. E nos dá prazer.
O interessante e inexplicável revelado no livro, segundo Symons, antropólogo da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, é que, aparentemente“possuíamos um molde inato de beleza, que dificilmente acessaríamos diretamente, mas em comparação ao qual avaliaríamos tudo que vemos”. Eis, aí, mais um aspecto de como percebemos a beleza, de como a julgamos e de como a classificamos. Seguindo essa linha de raciocínio não conseguimos, em momento algum, ao que parece, visualizar uma pessoa perfeita em nossas mentes, nem talvez imaginemos que elapossivelmente exista, mas sim a idealizamos comparando outras pessoas. Como, por exemplo, achar que “o nariz poderia ser menor, os olhos poderiam ser verdes, os lábios mais finos...etc.”
De modo que, para, além disso, há um julgamento de beleza humana individual influenciado pela cultura e pela história de quem julga ativado pelo que chamamos de dispositivos culturais individuais. Mas embora haja...
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