Resenha critica boa ventura

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Resenha Critica.


SANTOS, Boaventura de Souza; Um discurso sobre as ciências, 5ed. Malheiros.


O assunto do livro em questão é sobre as ciências socias e as ciências naturais, sujeito e objeto, homem e animal.
No século XVI as ciências sociais e as ciências naturais eram bem distintas. Nas ciências sociais eram as relações entre os homens e as ciências naturais entre osanimais.
Sujeito é o cientista e o objeto é o seu método ou as suas leis.
Um caso específico é o de Newton que sobre a queda dos corpos de Galileu, fez a síntese da ordem cósmica que levou a consciência filosófica que lhe conferiram Bacon e Descartes.
Kepler escreveu sobre estas leis a harmonia do mundo: “Perdoai-me mas estou feliz; se voz zangares eu perseverarei; (...) o meulivro, diz, ele, pode esperar muitos séculos pelo seu leitor. Descartes, nessa maravilhosa autobiografia espiritual que é o discurso do método e a que voltarei mais tarde, diz, referindo-se ao método por si encontrado: “Porque já colhi dele tais frutos que embora no juízo que faço de mim próprio procuro me sempre inclinar-me mais para o lado de desconfiança do que para o da presunção, e embora,olhando com olhar de filósofo as diversas ações e empreendimentos de todos os homens, não haja quase nenhuma que não me pareça vã e inútil, não deixo de receber uma extrema satisfação com o progresso que julgo ter feito em busca da verdade e de conceber tais esperanças para o futuro que, se entre as ocupações dos homens, puramente homens, alguma já que seja solidamente boa e importante, ouso crer que éaquela que escolhi”. (p. 23)
Bacon já diz que, a ciência fará da pessoa humana “o senhor e o possuidor da natureza”. (p. 25)
A diversão primordial é a que distingue entre “condições iniciais” e “leis da natureza”. As condições iniciais são do reino da complicação, do acidente e onde é necessário selecionar as que estabelecem as condições relevantes dos fatos a observar; as leis danatureza são o reino da simplicidade e da regularidade onde é possível observar e medir com rigor. Esta distinção entre condições inicias e leis da natureza nada tem de “natural”. Como bem observa Eugene Wigner, é mesmo completamente arbitrária. (p.28) No entanto, é nela que assenta toda a ciência moderna.
As leis, enquanto categorias inteligibilidade, repousam num conceito de causalidadeescolhido, não arbitrariamente, entre os oferecidos pela física aristotélica. Ele distingue quatro tipos de causa: a material, a formal, eficiente e afinal.
Os grandes precursores da racionalidade hegemônica que transbordou no estudo da natureza para o estudo da sociedade. Tal como foi possível descobrir s leis da natureza, seria igualmente possível descobrir as leis sociais. (Bacon, Vico eMontesquieu). Este último pode ser considerado um precursor da sociologia do direito ao estabelecer a relação entre as leis do sistema jurídico, feitas pelo homem, e as leis inescapáveis da natureza.
No século XVIII este espírito inicial é ampliado e aprofundado é o fermento intelectual que daí resulta as luz, vai criar as condições para a emergência das ciências socias no século XIX.Jonas Kuln, falou que as ciências sociais não são pragmáticas, mas as ciências naturais, sim, são pragmáticas.
O autor nos fala que “hoje, a relativização do conceito de causa parte sobretudo do reconhecimento de que o lugar central que ele tem ocupado na ciência moderna se explica menos por razões antológicas ou metodológicas do que por razões pragmáticas”.
Causa de tudo aquilo sobre quese pode agir. A verdade é que, sob a égide da biologia e também da microfísica o causalismo, enquanto categoria de inteligibilidade do real, tem vindo a perder terreno em favor do finaliseuo.
Para ele conhecimento cientifico moderno é um conhecimento desencantado e triste que transforma a natureza num autômato, ou, como diz Prigogine, num interlocutor terrivelmente estúpido.
Por um...
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