Resenha critica : as cruzadas

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RESENHA CRÍTICA: AS CRUZADAS
GONZALEZ, J.L. As Cruzadas. In________. A Era dos Altos Ideais: uma história ilustrada do cristianismo. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1993. Cap IV, p.47-87.
Justo Gonzalez aborda em sua obra A Era dos Altos Ideais, um período em que o cristianismo mostrou um ímpeto irresistível, derramando-se em múltiplas direções. Os ideais do monasticismo e dapobreza tiveram sua expressão mais elevada em São Francisco de Assis. Os ideais do estudo, unidos a devoção tiveram a sua nas Universidades de Paris e Oxford, e na vida e obra de Boaventura e São Tómas de Aquino. Nas cruzadas e na Espanha o militarismo confundiu-se com a fé. Em Roma Inocêncio III levou o papado ao ápice do seu poder, e em mil igrejas e catedrais góticas os sonhos da Europa seelevaram ao céu. No Capitulo IV, o autor reserva-o para narrar as causas e conseqüências das cruzadas, foco dessa resenha. O mesmo inicia afirmando que de todos os ideais da época, o mais avassalador e dramático e contraditório, foram as cruzadas. O objetivo era derrotar os muçulmanos que ameaçavam Constantinopla, salvar o Império do oriente, unir de novo a cristandade, reconquistar a Terra Santa, eem tudo isso ganhar o céu.
Segundo GONZALEZ, o pano de fundo das cruzadas foram as peregrinações até a Terra Santa e a Guerra Santa. A região da cidade de Jerusalém, na Palestina, onde atualmente fica o Estado de Israel era considerada sagrada para os fiéis, desde o século IV faziam peregrinações a Jerusalém para venerar os Lugares Santos.  Os cristãos em geral acreditavam que os lugares onde ossantos viveram os objetos por eles usados e o que restava de seus corpos (as chamadas “Relíquias”) possuíam poderes milagrosos, como a cura de enfermos e a salvação para os pecadores. Havia vários lugares de veneração espalhadas por todo o mundo cristão, mas a Terra Santa, onde Jesus viveu, pregou e foi supliciado, era considerado o mais sagrado de todos.
Em 638 d.C. os árabes, de fé islâmica,tomaram a Palestina, inclusive, naturalmente, Jerusalém. Durante séculos aquela ocupação não chegou a criar problemas para os cristãos, pois os árabes respeitam a religião cristã e, portanto, as peregrinações seguiam permitidas. Em 1071, porém, a Terra Santa foi capturada pelos turcos otomanos, também muçulmanos, mas, intolerantes para com os cristãos, e passaram a criar todo o tipo dedificuldades para os peregrinos. Para atender aos fiéis desejosos de retomar as peregrinações, o papa Urbano II declarou guerra aos “infiéis” muçulmanos conclamando as multidões sob o brado de “Deus o quer! Deus o quer!”. O fervor religioso espalhou-se por toda a Europa. As pessoas acreditavam firmemente que o cristianismo estava em perigo e que defendê-lo, portanto, era cumprir a vontade de Deus. O papaUrbano II prometeu a todos os que partissem para a guerra contra os “infiéis” teriam seus pecados perdoados e iriam para o céu após a morte.
A primeira cruzada (1096 – 1099) teve inicio quando o imperador de Bizâncio, Aleixo Comneno, tinha enviado emissários para Roma, para pedir socorro contra os turcos.  Enquanto os nobres europeus se preparavam para a cruzada, pregadores itinerantes levavam amensagem do papa às pessoas comuns. Um desses pregadores, Pedro, o Eremita, inspirava seus ouvintes com tanto entusiasmo que milhares passaram a segui-lo, em sua maioria eram mendigos e camponeses pobres e ignorantes que, por vezes, levavam suas famílias consigo.  Partiram cheios de fé e nenhuma provisão. Quando conseguiam alimentos era através do saque ou da mendicância. Enquanto estes bandosdesorganizados se dirigiam para o oriente, os nobres europeus prepararam-se com maior acuidade, assim nos informa o autor. Entre os líderes destacam-se Godofredo de Bulhões, Raimundo de Saint-Gilles, conde de Toulouse, acompanhado de Ademar, líder espiritual da cruzada, Boemundo e Tancredo. Contingentes menores, procedentes de vários países se uniram a estes exércitos principais.
Assim, cada um por...
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