Resenha: como falam os brasileiros

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  • Publicado : 15 de abril de 2013
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RESENHA
LEITE, Yonne; CALLOU, Dinah. Como falam os brasileiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. (Coleção Descobrindo o Brasil).

Yonne Leite
Brasileira, graduada em Letras Neolatinas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1957) e doutora em Lingüística pela University of Texas at Austin (1974). É Professora Adjunta IV aposentada da UFRJ e Bolsista 1A em produtividade em pesquisa doConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.
Dentre os cinco livros de autoria da mesma, um deles, Como falam os brasileiros, será o tema da resenha abaixo.
Possui cerca de trinta artigos completos publicados em periódicos, segundo seu currículo Lattes. Dentre eles, “A Pesquisa Com Línguas Indígenas Brasileiras: Um Debate.”

Dinah Callou
Brasileira, graduada em LetrasAnglo Germânicas pela Universidade Federal da Bahia (1959). Possui mestrado em Língua Portuguesa pela Universidade de Brasília (1965), doutorado em Letras Vernáculas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1980) e pós-doutorado em Lingüística pela Universidade da Califórnia/Santa Bárbara (1994-1995).
Seu currículo Lattes conta com mais de quatorze livros publicados/organizados ou edições ecerca de cinqüenta e dois artigos completos publicados em periódicos, nos quais aborda, dentre outros temas, variação e mudança, o português do Brasil e a fala culta carioca.


LEITE, Yonne; CALLOU, Dinah. Como falam os brasileiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. (Coleção Descobrindo o Brasil).
O livro de Yonne Leite e Dinah Callou, Como falam os brasileiros, trata da diversidade defalares existentes nas diferentes regiões brasileiras. Ambas também são autoras do livro Iniciação à Fonética e à Fonologia e pesquisadoras do CNPQ.
Leite e Callou abordam assuntos como o mito da homogeneidade lingüística, a definição do falar carioca como "padrão nacional", a fonética, os sotaques sintáticos, normas e pluralismos da fala culta, entre outros.
Na introdução, as autoras referem-seà linguagem de uma forma geral, apontando a fala como elemento identificador das muitas diferenças entre os indivíduos. Dentre essas diferenças enquadram-se as de nacionalidade, de regionalidade, de classe social, escolaridade, faixa etária e sexo. Reconhecendo a fala como recurso principal para a caracterização dessas variedades, elas lembram que, muitas vezes a fala é motivo de discriminação epreconceito. No entanto, numa perspectiva lingüística, não se admite uma divisão de valores, ou seja, não se classifica uma língua, como superior, ou melhor que outra.
É exatamente nessa perspectiva que Leite e Callou vão tratar das diferenças lingüísticas, mostrando que é possível, através da fala, reconhecer a que região ou nacionalidade o indivíduo pertence e reconhecer qual sua classe social,escolaridade e faixa etária.
De acordo com as pesquisadoras, devido à grandeza do território brasileiro, a escolha do "falar padrão" girou muito tempo em torno do Rio de Janeiro por ter uma localização estratégica, por ser um centro político e financeiro e por apresentar um linguajar com menores tendências de marcas locais e regionais.
No que diz respeito ao mito da homogeneidade no Brasil, ouseja, à idealização de um país monolíngue e de uma gramática "pura" e "imutável", que pudesse existir "uma só fé, uma só lei, um só rei", Leite e Callou deixam claro que essas idéias só estão na imaginação e que isso é impossível devido à época em que ocorreram as colonizações, a origem desses colonizadores, suas culturas, raças, religiões e dialetos. No caso da região nordeste, colonizadapraticamente por homens, com maior mestiçagem para brancos e negros, e na região sul na maior parte por casais imigrantes, italianos, alemães, espanhóis, etc. Portanto, para os sociolingüistas é fácil admitir a diversidade lingüística no Brasil por sua pluralidade cultural.
Para comentar o tópico Assumindo a diversidade, as autoras citam o filólogo Júlio Ribeiro, o lingüista Antenor Nascentes, o...
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