Resenha bauman & may

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  • Publicado : 26 de março de 2013
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No quarto capítulo de seu livro, os autores discutem as questões e decisões que surgem na vida cotidiana e como lidamos com as mesmas.
Algumas dessas questões surgem frequentemente e não demandam muito do nosso tempo, enquanto outras, mais escassas, exigem reflexões elaboradas e profundas.
Bauman e May se dedicam neste capítulo ao tema de como diversas questões se relacionam e informam nossasações e decisões do dia a dia.
O capítulo trata de forma clara sobre esses assuntos e oferece diversos exemplos, permitindo ao final do texto uma reflexão sobre a relação entre valores, poder e decisões e como isso está exposto em nossa sociedade atual, tanto como em diversos acontecimentos históricos.
O primeiro ponto abordado é o da nossa busca por explicações e como a mesma é satisfeitaquando concluímos que o que se deu era inevitável ou muito provável. No primeiro caso, estamos tratando de “leis” e no segundo, “normas”.
Porém, essa forma de explicação não é confiável quando tratamos das condutas humanas. Os autores colocam que nesse caso, por haverem maneiras potencialmente diferentes de atuação, não pode ser considerada uma inevitabilidade.
Os autores passam, então, aclassificar e definir as ações em irrefletidas e racionais.
Dentre as irrefletidas, o autor as separa em dois grupos, as habituais e as de emoções fortes.
Ações habituais são aquelas que não requerem decisões conscientes ao serem realizadas uma vez que decorrem de aprendizagens passadas e fazem parte de nossa rotina. Dessa forma, passam a serem executadas de maneira automatizada.
Já as ações de emoçõesfortes, ou afetivas, são aquelas ocasionadas pela suspensão dos cálculos racionais, que ocorrem espontâneamente. Para que uma ação seja afetiva é necessário que ela tenha nenhum fim calculado e se mantenha não premeditada.
As ações racionais são caracterizadas pela escolha consciente de um certo plano de ação para se obter determinado fim. Nesse caso, antecipa-se os possíveis resultados eleva-se em conta os recursos disponíveis e valores que temos.
Sobre esses dois tipos de ações, é indicado que ambas têm seus méritos e uma ação afetiva, por exemplo, pode ser até mais eficaz do que uma racional, dependendo de seu contexto.
A partir do que dizem os autores e trazendo isso para nossa realidade, é possível perceber que na sociedade atual – e já há algum tempo – a racionalidade é muitoadmirada e valorizada, e tenta-se inibir reações espontâneas. De certa forma, como uma “robotização” da sociedade, na qual evita-se sair dos padrões e do que é previsto.
O próximo ponto discutido no capítulo diz respeito às relações de poder, valores e ações. Ao mesmo tempo em que podemos controlar nossas ações e tomar certas decisões, também temos certas restrições em nossa liberdade. Osautores apontam que as pessoas possuem diferentes graus de liberdade, devido à desigualdade social.
Pessoas com mais recursos desfrutam de uma gama maior de escolhas, e isso pode ser adereçado em termos de poder. O poder é a capacidade de ter possibilidades.
Quanto menos se tem, mais sua liberdade é delimitada por decisões alheias.
Para se ampliar a própria liberdade, desvalorizando a do outro,existem dois métodos. O primeiro é a coerção, na qual ocorre a manipulação das ações de forma que os recursos de outras pessoas se tornem inadequadas no contexto em questão, por maiores que sejam em outras ocasiões. Isso é notável especialmente em ambientes que apresentam forte hierarquia, por exemplo em uma empresa na qual o trabalhador deve agir conforme ordenado por seu chefe.
O segundo métodoé o da cooptação, no qual ocorre a manipulação da situação de maneira que os objetivos visados só podem ser alcançados seguindo-se as regras estabelecidas pelo detentor do poder. Os autores exemplificam isso a partir do operário de uma fábrica, que almeja aumentar seu salário e, para tanto, precisa submeter-se às regras impostas e trabalhar com mais intensidade e obediência. Assim, os valores...
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