Ranking mundial sobre o pib nos ultimos 10 anos

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  • Publicado : 30 de agosto de 2012
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O Crescimento do PIB brasileiro tem sido uma ilusão de ótica econômica
Tanto a imprensa nacional quanto a internacional divulgaram, há poucos meses, com grande alarde, a notícia de que o Brasil, a partir de 2011, passara a ocupar a condição de sexta maior economia mundial, superando a do Reino Unido.
O destaque deriva de uma matéria publicada pela revista inglesa “The Economist”, baseada emestimativas do PIBProduto Interno Bruto de vários países.
De acordo com aquela publicação, à nossa frente encontramse apenas os Estados Unidos (1º), China (2º), Japão (3º), Alemanha (4º) e França (5º). Separam-nos da França apenas 11,37% de crescimento adicional, o que pode ser alcançado até mesmo antes do ano 2020, de acordo com algumas projeções econômicas, o que nos possibilitaria também aconquista do 5º lugar mundial até lá.
À primeira vista, o tema pode parecer muito auspicioso, principalmente pelo fato de a economia brasileira, em termos de tamanho, ter superado a inglesa e ainda mais se levarmos em consideração tratar-se do Reino Unido, um país desenvolvido, maduro e que até alguns cento e poucos anos atrás detinha o título de maior potência econômica mundial.
Numa retrospectivamais de curto prazo, cabe destacar que há dez anos o PIB brasileiro ocupava o 12º lugar no ranking mundial e, portanto, assumindo a posição atual, a conquista , sem qualquer dúvida, bastante relevante.
No entanto, uma pergunta crucial passa a permear esta nova classificação econômica do Brasil: será que efetivamente houve, de fato, um crescimento econômico vigoroso na produção de bens e serviçosque justificasse todo esse formidável ganho de posições no ranking mundial?
Pib – Produto Interno Bruto
Ranking das maiores economias - 2011

O PIB – Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos por um país em um determinado período de tempo, geralmente, num ano. Ele é expresso na moeda corrente do país de origem que depois é convertida para outra moeda, usualmente odólar norte-americano.
Assim, a simples comparação de um período a outro já pode surgir e trazer distorções, porque os países estão sujeitos a processos inflacionários e as suas moedas podem sofrer valorização ou desvalorização, em relação às demais.
De acordo com o Banco Central, o PIB brasileiro somava US$ 553,603 bilhões ao final de 2003 – primeiro ano do governo Lula. Ao final de 2011,primeiro ano de governo Dilma, totalizava US$ 2.475,066 bilhões – significando um aumento de 347,08% no mesmo período.
Se analisarmos o mesmo período, utilizando-se também de estatísticas do próprio Banco Central, veremos que, ao final de 2003, em valores constantes de 2011 (ou seja, descontandose a inflação verificada) o PIB brasileiro somava R$ 2,975 trilhões, tendo alcançado R$ 4,143 trilhões aofinal de 2011 – correspondendo, assim, a uma variação de apenas 39,26%.
Esse crescimento, cabe ressaltar, é quase exatamente o mesmo verificado no acumulado quando consideradas as taxas de variação anual do PIB divulgadas pelo IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e, coincidentemente, também similar à média do crescimento mundial encontrada para o mesmo período, divulgadas pelo FMI.Em síntese, constata-se um verdadeiro descompasso entre as duas medidas de valor, em real e dólar americano.
Vamos a outros exemplos. De acordo com o Banco Central, em relação ao PIB brasileiro per capita (para mim este é um dos melhores indicadores para se medir a verdadeira riqueza das nações), em 2002, último ano do governo FHC, em valores constantes ele era de R$ 16.680,75. Em 2011 atingiu R$21.252,00. Portanto, a variação real verificada durante o período foi de apenas 27,40%. Claro, pois ele leva em consideração os efeitos do aumento populacional.
A distorção fica absolutamente nítida quando também se analisa o PIB per capita em dólar norte-americano. Neste caso, ocorre um salto de US$ 2.860,74 em 2003, para US$ 12.696,10 – o que corresponderia a uma variação de 343,80% no...
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