Radiografia

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INTRODUÇÃO


Os princípios físicos dos raios –X foram descobertos por Wihelm Conrad Roentgen em 1985, esta descoberta marcou o início de uma nova era de diagnóstico na medicina. Esses raios são capazes de atravessar os corpos opacos e impressionar uma chapa fotográfica foi denominado por raios – X por não ter uma natureza conhecida.
A fotografia obtida com raios – X ou raiosRoentgen passou a ser chamada de radiografia (do latim radius, raio) ou roentgenografia. Em muitos países da Europa esta ultima denominação é preferida, assim como os termos que lhe são correlatos: roentgenoscopia, roentgenograma, roentgenologia, roentgenologista, etc. Em países latinos a preferência é radiografia, radioscopia, radiologia, radiologista, etc.
Por simplificação de linguagem écomum empregar-se, na comunicação verba, raio – X , no singular, como sinônimo de radiografia.

O que é raio – X


Assim como a luz visível, as ondas de rádio, os raios infravermelhos, e os raios ultravioletas o raio – X é uma onda eletromagnética (Figura:1) e tem como característica a sua frequência e o seu comprimento de onda, sendo essas características inversamente proporcionais.A energia de uma onda é diretamente proporcional à sua frequência.
O comprimento de onda do raio – X é muito curto da ordem de 10-12 m (um picômetro) e sua frequência é de ordem de 1016 Hz.com este comprimento de onda muito curto, estes raios tem a capacidade de penetrar a matéria, o que possibilita sua utilização no estudo dos tecidos do corpo humano.


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Figura 1 -Espectro energético das ondas eletromagnéticas




Tubos de raios X


Raios X são produzidos todas as vezes que elétrons encontram um obstáculo. Na experiência de Roentgen, eles eram produzidos quando os elétrons encontravam a parede do tubo. Há dois tipos de tubos de raios X em uso.


1º - Tubos a gás


Possuem gás à pressão de mais ou menos 0,001 mm Hg. O tuboé esférico (Figura:2), e além do catodo C e do anodo A, possui um terceiro eletrodo B, chamado alvo, colocado no centro da esfera. O alvo B está ligado ao anodo A, de maneira que ficam ao mesmo potencial. Este alvo combinado com o anodo, produz um campo elétrico que encurva a trajetória dos elétrons e faz que a maioria dos elétrons encontre o alvo perpendicularmente. A diferença de potencialentre o catodo e o anodo nestes tubos é de 30.000 a 50.000 volts.

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Figura 2 - Tubo a gás


2º - Tubo Coolidge


Neste tubo (Figura: 2) é feito o melhor vácuo possível. O catodo é aquecido por uma corrente elétrica fornecida por um gerador P. Assim aquecido ele emite muito maior quantidade de elétrons, como estudaremos no tópico "A Emissão dos Elétrons porCorpos Aquecidos, ou Efeito Edison" (efeito Edison). Não possui o alvo B, pois o próprio anodo atua como alvo e emite os raios X. A diferença de potencial entre o catodo e o anodo, fornecida pelo gerador G, nestes tubos pode ser desde 100.000 até 1.000.000 de volts.




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Figura 3 – Tubo Coolidge


Produção de raio – X

Raios-X são produzidos ao se liberarenergia no choque de elétrons de alta energia cinética contra uma placa de metal. Para tais efeitos utiliza-se um tubo de raio-X que consiste num tubo de vidro à vácuo com dois eletrodos de tungstênio (diodo), um ânodo (pólo positivo) e um cátodo (pólo negativo). O cátodo consiste num filamento de tungstênio muito fino que esquenta com a passagem de corrente elétrica de alta voltagem. Com isto oselétrons do tungstênio adquirem energia térmica suficiente para abandonar o cátodo (emissão termo iônica). Devido à alta voltagem cria-se também uma diferença de potencial entre os eletrodos o que faz que os elétrons emitidos pelo filamento de tungstênio sejam acelerados em direção ao ânodo (pólo positivo). A energia cinética dos elétrons depende da voltagem entre os eletrodos: quanto mais alta a...
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