Racismo

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  • Publicado : 20 de novembro de 2011
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Introdução
Ah, o diferente... como o diferente incomoda e desacomoda! Como os nossos olhares o seguem, avaliando, medindo, comparando! Como precisamos repensar nossos conceitos sobre normalidade! E como necessitamos avançar na humanização dos nossos valores! Então, como acabar com a exclusão das possibilidades de conhecimento e autonomia de uma parcela significativa da humanidade? Existe apenasuma resposta para todas estas constatações e indagações: modificar nosso olhar e abrir nossos corações para a inclusão.
A escola, como tradutora das desigualdades vividas na sociedade e nas relações entre os seres humanos, tem reforçado a exclusão de alunos que são considerados diferentes de um padrão estabelecido como “normal”. E aí nos perguntamos: O que é ser “normal”? Quem são os “normais”?Você é “normal”?
A tarefa não é fácil, seja o mais difícil desafio pedagógico contemporâneo e, por isso, a necessidade de conhecer e vivenciar todas as facetas dos “diferentes”, as teorias, as práticas e os resultados até agora conquistados.

O racismo no meio escolar

Há muitas décadas homens e mulheres negros lutam, no mundo todo, pela igualdade de direitos junto à população. É indiscutívela contribuição dessas pessoas para o nosso país, considerando que o continente africano é, sabidamente, o berço da humanidade, e que lá foram desenvolvidas a agricultura e a pecuária, que possibilitaram a conquista e permanência de outros povos, mais tarde, em outros continentes.
No Brasil, após décadas de sofrimento escravo, a Lei Áurea, que aboliu a escravatura em 1888, indenizou osproprietários de escravos pela “liberdade” dos mesmos, apenas dando continuidade ao processo de estigmatização do negro como raça inferior, pois milhares deles foram alforriados sem nenhum tipo de compensação ou proteção. Desde então, as políticas publicas no Brasil não buscam o enfoque da inclusão, mas, no máximo, o da criminalização, como a Lei Afonso Arinos nº 1390, de 1951, que em seu art.1º diz que:Constitui contravenção penal, punida nos termos desta Lei, a recusa, por parte de estabelecimento comercial ou de ensino de qualquer natureza, de hospedar, servir, atender ou receber cliente, comprador ou aluno, por preconceito de raça ou de cor.
Enquanto isso, ainda nos dias de hoje, o negro encontra toda espécie de dificuldade em ascender social e economicamente, e a maioria da elite brasileiracontinua sendo formada pela raça branca.
O Estatuto da Igualdade Racial, ainda não aprovado no Congresso Nacional, fixa direitos para os negros e afro-brasileiros em varias dimensões da vida social, econômica e cultural. Seu principal objetivo é combater a discriminação racial e as desigualdades históricas que atingem os afro-descendentes, determinando que “as políticas publicas desenvolvidas peloEstado devam ser pautadas pela dimensão racial, através da reparação, compensação e inclusão, bem como pela valorização da diversidade racial”. É importante nos questionarmos sobre os motivos de esse tipo de política social, há tanto tempo em tramitação no congresso, não ocupar as sessões dessa instituição, promovendo assim a equiparação e igualdade de direitos desses cidadãos brasileiros.
Emvigor desde janeiro de 2003, a Lei Federal nº 1639, torna obrigatório o ensino de historia da cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas de ensino fundamental e médio, publicas e particulares. Essa lei é resultado da luta do movimento social negro, que busca valorizar a sua historia, suas raízes e reconhecer sua identidade e cultura. No entanto, poucas são as escolas no país queadaptaram seus currículos para cumprir a lei ou contrataram professores habilitados a lecionar tal disciplina.
As pesquisas mostram que muitas pessoas da raça negra completam os estudos fundamentais, porem a evasão escolar é significativa e a discriminação existente pode ser demonstrada estatisticamente: 64,1% dos pobres brasileiros são negros. Em 2003, 67,9% das crianças brancas freqüentavam a...
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