Quilombolas

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  • Publicado : 11 de maio de 2012
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No decorrer da História, as diferentes sociedades têm concedido características aos homens que dela fazem parte no que se refere a sua forma de pensar, de viver, de se relacionar com a natureza, com os outros homens e com os bens produzidos através do trabalho. Nas sociedades capitalistas como a nossa, podemos destacar como características marcantes do homem o individualismo e a competitividade.Essas características são marcantes porque na sociedade em que vivemos predomina a idéia de que os direitos são o resultado do esforço individual, e não a de que é a sociedade que deve garantir esses direitos às pessoas.
A ideia de igualdade foi moldada pelo cristianismo, onde explicavam que os seres humanos são iguais perante Deus. Os negros eram considerados apenas uma mera mão-de-obra baratapara os europeus e só serviam para o trabalho, eram domesticados de forma que agradassem os poderosos, ou melhor, seus donos. Daí nasceu uma relação de opostos entre dominantes e dominados, de dominadores e de subordinados, como se estivessem em realidades distintas. Portanto, a noção de que as pessoas são iguais foi construída gradativamente e superando muitas dificuldades.
A diversidade comovalor se fortalece com o movimento de responsabilidade inserida no meio em que vivemos e contribui para a superarmos as desigualdades sociais, econômicas, culturais, de discriminação e de injustiça.
A importância quantitativa, a extensão geográfica das fugas de negros escravizados e a formação de quilombos tradicionais (formados sob o escravismo) marcaram profundamente a história política,social, econômica e demográfica do Brasil. A violência foi reconhecida como parte constitutiva de uma ordem econômica que controlava os trabalhadores nas unidades produtivas e submetia povos inteiros à escravidão, impondo-lhes a produção intensiva e níveis aviltantes de subsistência.
A presença de comunidades negras rurais levou as ciências sociais a compreendê-las não apenas pelo seu percursosócio-histórico, a produção cultural e o seu cotidiano em si apresentaram novos enfoques e novas definições a estas comunidades, assim, deixando de ser prioritária sua ligação com o passado escravista.
No quilombo, como nas senzalas, existiam escravos de diferentes regiões da África, que possuíam culturas, idiomas, e crenças religiosas distintas, motivo que dificultava a constituição de uma identidadeétnica, sendo que muitas das raízes culturais foram mescladas, que hoje é bem evidenciada nos ritmos afros no Brasil e no próprio sincretismo religioso, sendo um dos mecanismos para a sobrevivência da identidade africana no país, e no período escravista, como forma de refugiar-se da repressão.
É fundamental a importância de novas concepções sobre os quilombos; as manifestações podem contribuir para oestudo do passado escravista do Brasil e suas conseqüências no presente. Através da exposição sobre as formas de resistência, ainda impregnadas pelas interpretações do período colonial, a resistência muda de propósito, passa a objetivar a preservação das tradições culturais e a procura por significações da identidade quilombola, esta propositada pelo multiculturalismo em tempos de globalização.Não podemos negar que, na construção das sociedades, na forma como os negros e os brancos são vistos e tratados no Brasil, a raça tem uma operacionalidade na cultura e na vida social. Se ela não tivesse esse peso, as particularidades e características físicas não seriam usadas por nós para classificar e identificar quem é negro e quem é branco no Brasil. E mais, não seriam usadas para discriminare negar direitos e oportunidades aos negros em nosso país.
É importante destacar que, nesse sentido, as raças são compreendidas como construções sociais, políticas e culturais produzidas no contexto das relações de poder ao longo do processo histórico. Não significam, de forma alguma, um dado da natureza. É na cultura e na vida social que nós aprendemos a enxergar as raças. Isso significa...
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