Questao coimbra

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Sumário

•Página 1- Introdução

•Página 2- Questão Coimbrã

•Página 3- Resumo da Questão Coimbrã

• Página 4- Antero de Quental

• Página 5- Castilho

• Página 6- Eça de Queirós

• Página 7- Romantismo X Realismo

• Página 8- Universidade de Coimbra

• Página 9- Universidade de Lisboa

• Página 10- Conclusão

• Página 11,12 , 13 e 14- Carta de Antero deQuental a António Feliciano de Castilho

•Página 15- Bibliografia

Introdução

Neste trabalho irei apresentar a Questão Coimbrã,como aconteceu, porque, quais foram os seus representantes e também qual foi o seu desfecho.
Também irei falar um pouco sobre a vida de Eça de Queirós,Castilhio e Antero de Quental,compararei o romantismo com o realismo.
Comentarei sobre duas univeridades: a deCoimbra e a de Lisboa.
Ao final do trabalho estará a carta de Antero de Quental a António Feliciano de Castilho com a conclusão de tudo que eu apresentei.

Pag.01
Questão Coimbrã

Foi desencadeada em Coimbra por um grupo de jovens intelectuais que vinham reagindo contra o romantismo e o atraso cultural do país.
A polêmica começou em outubro de 1865, quando António Feliciano deCastilho se referiu, na carta-posfácio ao Poema da Mocidade, de Pinheiro Chagas, à moderna escola de Coimbra e à sua poesia ininteligível, ridicularizando o aparato filosófico e os novos modelos literários de que ela se nutria, numa referência provável às teorias filosóficas e poéticas expostas nos prefácios a Visão dos Tempos e Tempestades Sonoras, de Teófilo Braga, e na nota posfacial das OdesModernas, de Antero de Quental (de julho de 1865).Além disso António Feliciano de Castilho fez elogios rasgados a Pinheiro Chagas, chegando ao ponto de propor o jovem poeta para reger a cadeira de Literatura no Curso Superior de Letras.
Sentindo-se ofendido, Antero de Quental respondeu com o panfleto Bom Senso e Bom Gosto, carta ao Excelentíssimo. Sr. António Feliciano de Castilho, em que definiu"a bela, a imensa missão do escritor" como "um sacerdócio, um ofício público e religioso de guarda incorruptível das ideias, dos sentimentos, dos costumes, das obras e das palavras", que exige, por um lado, uma alta posição ética, por outro lado, uma total independência de pensamento e de caráter. Como consequência, e numa clara indireta a Castilho, Antero recusava a poesia que cultiva a "palavra"em vez da "ideia"; a poesia decorativa dos "enfeitadores das ninharias luzidias"; a poesia conservadora dos que "preferem imitar a inventar; e a imitar preferem ainda traduzir"; em resumo, a poesia que "soa bem, mas não ensina nem eleva".
Estavam marcadas as posições: de um lado os intelectuais conservadores; do outro a nova geração, aberta às recentes correntes européias. Seguiram-se "BomSenso e Bom Gosto, folhetim a propósito da carta...", de Pinheiro Chagas, que acorreu em defesa de Castilho, e, do lado dos coimbrões, os folhetos Teocracias Literárias, de Teófilo Braga, e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, de Antero. Neste texto, Antero recusava uma vez mais "as literaturas oficiais, governamentais, subsidiadas, pensionadas, rendosas, para quem o pensamento é umínfimo meio e não um fim grande e exclusivo" e preconizava uma literatura que "se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opinião; combate ouabre caminho a certas tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço onde se há de receber esse misterioso filho do tempo - o futuro".

Embora de origem literária, a questão alargou-se a outras áreas como a cultura, a política e a filosofia. Esta refrega durou mais de um ano e envolveu nomes que já eram ilustres, como Ramalho Ortigão e Camilo C. Branco.
Os artigos, folhetins e...
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