Que raio de professora sou eu mesma

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  • Publicado : 27 de outubro de 2012
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O livro é o diário de Laura, uma professora de História de 33 anos. Em anotações curtas, ela fala sobre seu trabalho como professora e sua vida pessoal. À medida que investe em uma nova relação amorosa, vai conhecendo cada vez mais seus alunos – e também a si mesma. A obra oferece uma imagem bastante humana do professor.
Tudo começa quando a autora vai assistir a uma conferência. Superinteressada e curiosa sobre o assunto “o moderno ensino de história”. Ela se decepciona quando o conferencista a impede de fazer suas anotações dizendo que ela deveria comprar seus livros se quisesse saber o que ele pensava.Ele ainda disse aquele caderno de anotações poderia ser mais útil se fosse utilizado por exemplo pra fazer um diário. A partir daí surgiu a idéia de se escrever um caderno deanotações.
Começa o caderno citando o poema “controle remoto” do Millôr Fernandes por achar que tem tudo a ver com o que ela sente naquele momento, ou seja, trancada na relação com as outras pessoas.
Laura prossegue em seu diário e cita suas sete piores manias. Limpeza, manicure toda semana e pedicure uma vez por mês, depilar a perna, comprar ou fazer roupas brancas, levar sempre seu amuleto na bolsa, darnotas e conceitos pra todos e ser eficiente sempre.
A autora fala de suas conversas telefônicas com Caio onde ficam horas falando sobre a vida, falta de dinheiro, trabalho, amores sonhos, manias, delírios, implicâncias, vontades...
Luisa sua irmã liga e reclama da filha adolescente dizendo não saber mais o que fazer. Laura por sua vez cita outro poema, desta vez Renata Pallotini, “conflitos degerações” que diz que o que os pais querem dos filhos é que vençam na vida andem vestidos e não chateiem e os filhos querem dos pais apenas que não os chateiem. Nisso a autora afirma que a poesia fala melhor e de um jeito mais curto o que se quer dizer.
Ao falar da sua profissão a professora fala da crise brasileira que parecia não ter fim, trabalhar muito, muitas horas por dia e muito sufoco.Fala que antes dava pra viajar pra lugares sonhados nas férias. Não perdia espetáculos de teatro ou balé. Sempre jantava fora, experimentava sabores japoneses, húngaros, coreanos...sempre bem vestida e na moda.Com os tempos de crise se viu obrigada a cortar as viagens, espetáculos, restaurantes, roupa só de ponta de estoque.
...
Numa conversa com Lurdinha, também professora, lembraram como eramsuas aulas de história no passado, visitas a museus, idas ao cinema pra discutir assuntos do filme, caminhada pela cidade pra se conhecer a arquitetura de outros tempos enfim leituras e mais leituras, pesquisas em jornais, em bilbliotecas. Viagens à cidades históricas, alunos saindo dos muros da escola e gente de fora entrando, Agora um livro didático e ponto. Um verdadeiro retrocesso.
Laura segueseu diário e conta de suas lembranças amorosas.
Um dia é convidada para ir numa festa na casa de sua irmã Leila e lá conhece Ruy com quem se identifica muito. Vive um romance com ele.
A autora fala de seus treze anos de sala de aula questionando não saber o que piorou mais se os alunos, a direção da escola, os salários, os professores... Fala que na sala dos professores eles sempre discutiamalgo sobre educação. Sobre o programa, notícias do curso, tormentos com os alunos, comentários sobre livros ou revistas as vezes com entusiasmo ou deboche.
Depois veio um tempo em que só se discutia o salário dos professores, a exploração, os sindicatos e associações, a atuação mais efetiva nas assembleias, passeatas, protestos.
Por fim pecebeu que havia mais mulheres do que homens. Os professoresfalavam de futebol e contavam piadas e as professoras discutiam o preço do supermercado, da feira, do tratamento dentário, problemas com os filhos e com a síndica.
Ainda conversando com amigas professoras falavam o que mais as irritavam nos alunos. Corpo mole, preguiça, agitação, falta de concentração etc. Querem tudo mastigado. Não querem raciocinar, só decorar, saber o ponto pra tirar nota...
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