Qualidade de vida no trabalho: origem, evolução e perspectivas

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  • Publicado : 22 de novembro de 2011
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O presente artigo relata um retrospecto do conceito de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) até o contexto contemporâneo. Utilizando-se de uma metodologia bibliográfica, avalia as dificuldades e obstáculos para a implementação do tema no escopo empresarial. Aponta ainda a predominância do woarkholic no comportamento diretivo das organizações, chegando à conclusão de que há muito que se fazer paraque ocorram mudanças no ambiente de trabalho caracterizando o mesmo como um local de desenvolvimento e evolução tanto profissional como pessoal.
Com a chegada do século XXI, é intenso o esforço empreendido pelas organizações para sobreviver no ambiente globalizado e competitivo em que o mercado se tornou como também tem sido enorme o desgaste e o sacrifício imposto ao trabalhador moderno. Poressas razões será analisado neste trabalho a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) como ferramenta de gestão. Como premissa será abordado um esclarecimento sobre a origem e evolução do tema, enfatizando a contribuição de alguns pesquisadores para com o assunto. A segunda parte conceitua QVT e abrange as suas dimensões, isto é, as áreas com as quais faz interface. A seguir, destacam-se asdificuldades e obstáculos para uma efetiva implantação dos programas de QVT nas organizações. A quarta parte discorre sobre as perspectivas e desafios para a consolidação do tema e conclui ressaltando a necessidade de transformação do ambiente de trabalho em um local agradável, onde se possa sentir satisfação e alegria na execução das atividades profissionais rotineiras.
Tratando-se da origem e evolução dotema, o autor utiliza-se da fala de Rodrigues (1999), que afirma, com outros títulos e em outros contextos, mas sempre voltada para facilitar ou trazer satisfação e bem-estar ao trabalhador na execução de suas tarefas, a qualidade de vida sempre foi objeto de preocupação da raça humana. Ainda na mesma linha de pensamento, o autor enfatiza citando Nadler e Lawler apud Fernandes (1996), LimongiFrança (1997) e Rodrigues (1999) que oferecem uma interessante e abrangente visão da evolução do conceito de QVT. De 1959 a 1972 o QVT era visto como uma variável, ou seja, uma reação do indivíduo ao trabalho. Neste período investigava-se como melhorar a essência do tema no âmbito organizacional. Entre 1969 a 1974 o QVT era trabalhado como uma abordagem, o foco era o indivíduo antes do resultadoorganizacional; mas, ao mesmo tempo, buscava-se trazer melhorias tanto ao empregado quanto à direção. No período que contextualiza 1972 a 1975, o QVT era visto como uma concepção de método, ou seja, um conjunto de abordagens, métodos ou técnicas para melhorar o ambiente de trabalho e tornar o trabalho mais produtivo e mais satisfatório. QVT era vista como sinônimo de grupos autônomos de trabalho,enriquecimento de cargo ou desenho de novas plantas com integração social e técnica. Os estudos desenvolvidos entre 1975 a 1980 caracterizavam o QVT como um movimento, uma declaração ideológica sobre a natureza do trabalho e as relações dos trabalhadores com a organização. Os termos “administração participativa” e “democracia industrial” eram freqüentemente ditos como ideais do movimento de QVT.No cenário entre os anos de 1979 a 1982 a temática QVT era tudo aquilo que se considerava válido para resolver qualquer problema contra a competição estrangeira, problemas de qualidade, baixas taxas de produtividade, problemas de queixas e outros problemas organizacionais.
No século XX, muitos pesquisadores contribuíram para o estudo sobre a satisfação do indivíduo no trabalho, entre eles O autordestaca: Helton Mayo, cujas pesquisas, conforme Ferreira, Reis e Pereira (1999), Hampton (1991) e Rodrigues (1999), são altamente relevantes para o estudo do comportamento humano, da motivação dos indivíduos para a obtenção das metas organizacionais e da Qualidade de Vida do Trabalhador. Abrahan H. Maslow, que concebeu a hierarquia das necessidades, composta de cinco necessidades fundamentais:...
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