Psicopedagogia no brasil

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PSICOPEDAGOGIA NO BRASIL: CONTRIBUIÇÕES E PRÁTICA

No Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (FERREIRA, 1986, p. 1412) a definição do termo Psicopedagogia é clara: Trata-se da aplicação da psicologia experimental à pedagogia.
O termo aplicação quer dizer que podemos recorrer a dados da psicologia, quando se dedica a tarefa de educar ou ensinar alguma coisa a alguém.Segundo pesquisas literárias sobre a Psicopedagogia, ela não nasceu na Argentina, teve origem na Europa, no século XIX, onde já preocupavam-se com os problemas de aprendizagem.
Na Argentina as faculdades de graduação em Psicopedagogia surgiram há mais de 30 anos, porém, antes disso, já existiam trabalhos voltados para resolução de fracassos escolares. Foi na década de 60, que aprática psicopedagógica iniciou-se no Brasil, com a visão psidoneurológica do desenvolvimento humano, que tenta explicar os desvios ou dificuldades por fatores neurológicos.
Segundo Mery (apud Bossa, 2000), eles se preocuparam inicialmente em compreender os portadores de deficiências sensoriais, de debilidade mental e de outros problemas comprometedores da aprendizagem.
Foi nadécada de 60, que a prática psicopedagógica iniciou-se no Brasil, com a visão psiconeurológica do desenvolvimento humano, que tenta explicar os desvios ou dificuldades por fatores neurológicos.
Nessa mesma década entram em cena os psicopedagogos, um novo profissional que, orientado por esta abordagem, dedica-se ao atendimento das dificuldades de aprendizagem e passam a colaborar no debatesobre os altos índices de repetência na escola pública do 1ºgrau. Nessa perspectiva, o fracasso escolar passa a ser explicado pela existência de diferenças individuais na capacidade de aprendizagem das crianças.
Nessa perspectiva, o fracasso escolar era explicado pela existência de diferenças individuais na capacidade de aprendizagem das crianças.
Na década de 70 os problemasforam centralizados numa causa principal, uma disfunção neurológica não-detectável em exame clínico, chamada disfunção cerebral mínima (DCM).
Tal concepção organicista e linear apresentava uma conotação nitidamente patologizante, uma vez que todo indivíduo com dificuldades na escola era considerado portador de disfunções psiconeurológicas, mentais e psicológicas.
Esta explicaçãofoi muito utilizada pelo nosso sistema de ensino para justificar o fracasso escolar, a evasão e a repetência, camuflando a verdadeira natureza do problema como: a formação de professores extremamente teóricos, treinados inadequadamente, não aprenderam a organizar um curso, a planejar uma aula, a manejar uma classe, a dar uma explicação, a despertar interesse e motivação, a fazer perguntas, a reagiràs perguntas do aluno, a corrigir adequadamente, em resumo, não sabiam para que e para quem ensinar; e a legitimidade da desigualdade sócio-educacionais e seletividade escolar.
No final da década de 70 apareceram os primeiros cursos de especialização, em São Paulo. A ênfase era em temas relativos ás crianças que não correspondiam ás solicitações das escolas. Esses cursos, desde o seuinicio, foram dirigidos a profissionais da área de Ciências Humanas, principalmente psicólogos e educadores preocupados em entender melhor o processo de desenvolvimento e aprendizagem em suas várias dimensões (bio-psico-social).
Na década de 80, Masini (1993), aponta que as dificuldades de aprendizagem deixam de ser pesquisadas como problema exclusivamente da criança, o fracasso dascrianças de baixa renda nos exames escolares, está no insucesso da escola em sua tarefa de lidar com as variedades lingüísticas, sendo assim confirmado através dos novos conhecimentos das área de Lingüística, Psicolingüística e teorias do desenvolvimento e as contribuições de Emilia Ferreiro.
E nas últimas décadas também se destacou a falta de preparo do professor em lidar com os...
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