Psicologia da tirania

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  • Publicado : 22 de maio de 2012
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Psicologia da Tirania
O texto dos autores S. Alexander Haslam e Stephen D. Reicher dizem respeito aos comportamentos autoritários e brutais que dependem da personalidade e da organização social. Grupos não suprimem valores e crenças pessoais, mas tendem a acirrar características individuais.
Imagens de desumanidade e atrocidades estão gravadas em nossa memória. Quando refletimos sobre essesfatos, uma pergunta é inevitável: O que faz com que as pessoas sejam tão brutais? Elas têm problemas psiquiátricos? São produtos de famílias desajustadas? As pesquisas mais recentes estão abrindo novos caminhos para a explicação desses enigmas.
As perguntas sobre a crueldade coletiva foram responsáveis por alguns dos maiores desenvolvimentos da psicologia social desde a Segunda Guerra Mundial,marcada pelo horror do Holocausto, os cientistas têm procurado saber como pessoas, aparentemente civilizadas e decentes, podem perpetrar atos tão pavorosos.
Inicialmente, os teóricos procuraram explicar o comportamento patológico de alguns grupos por meio do estudo da psicologia individual. Hannah Arendt acompanhou, em Jerusalém, o julgamento de Adolf Eichmann, um dos principais mentores doHolocausto. Ela concluiu que o acusado, longe de apresentar uma “personalidade sádica e pervertida”, eram um homem comum e simples. Arendt afirmaria que Eichmann era a encarnação da “banalidade do mal”.
O psicólogo social, Mazufer Sherif, descobriu que meninos em idade escolar se tornavam cruéis e agressivos com seus colegas quando colocados em grupos que tinham de competir por recursos escassos.
Muitosexperimentos foram realizados nesta linha de pesquisa, iniciada por Arendt, o ponto culminante destes estudos foi o “experimento do prisioneiro”, realizado pelo psicólogo Zimbardo. A pesquisa distribuiu, aleatoriamente, estudantes universitários nos papéis de prisioneiro ou de guarda numa prisão simulada. Estudaram-se a dinâmica intra e a intergrupal por duas semanas. Os guardas exerceram poder deforma tão cruel que o experimento teve de ser suspenso apenas seis dias depois de iniciado.
A conclusão dos pesquisadores foi de que membros de grupos não conseguem resistir à pressão da posição que assuem e que a brutalidade é a expressão “natural” de papéis associados a grupos que têm poderes desiguais. Dois fatores exerceram influências, tanto no nível científico como no cultural, derivados daconseqüência do experimento de Stanford. A primeira é que os indivíduos perdem a capacidade de realizar julgamentos intelectuais e morais quando estão em grupo; portanto, os grupos são perigosos por natureza. A segunda é que as pessoas têm um impulso inevitável de agir de modo tirânico quando reúnem coletivamente e detêm poder.
Este experimento foi impactante, devido as suas descobertas econclusões. Porém, com o passar dos anos, os psicólogos sociais começaram a questionar as conclusões que o senso comum tirou da experiência.
A idéia de que grupos dotados de poder se tornam automaticamente tirânicos não leva em consideração a liderança efetiva que os pesquisadores desempenham, Zimbardo teria dado ordens aos guardas para que agissem de forma opressora, ameaçando a liberdade de agir,falar dos presos, sendo possível se manifestarem somente com a ordem dos guardas, que detinham o poder.
Outro questionamento leva em conta que grupos não praticam apenas atos antissociais, estes em geral, surgem como meio de resistência à opressão e aos incentivos para agir destrutivamente.
Além disso, estudos realizados após o experimento de Stanford têm confirmado os aspectos dos grupos que sãoenriquecedores e positivos para a coletividade. Uma abordagem sobre bastante influente na psicologia social contemporânea é a da identidade social. Essa teoria sustenta que é, sobretudo em grupo que as pessoas especialmente aquelas que são desprovidas de poder podem se tornar agentes efetivos que desenham seu próprio destino.
Quando as pessoas compartilham uma identidade, por exemplo: “Somos...
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