Projeto de artigo sobre as perpectivas endogenistas e histórico críticas da profissão de serviço social

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INTRODUÇÃO
Os Assistentes Sociais há tempos debatem entre si a natureza do processo
de nascimento do Serviço Social, em busca de uma resposta concisa , discutem dois
pontos de vista distintos, verdadeiras teses as quais trataremos neste texto, uma na
perspectiva endogenista, defendida pela autora Balbina Ottoni Vieira , confrontada
pela visão Histórico-Crítica apresentada por José PauloNetto. Neste contexto
algumas semelhanças são relevantes nos dois pontos de vista estudados, Carlos
Montaño, o primeiro a distinguir e abrir a discussão na atualidade mostra esta
relação lógico-histórica que nos permite perceber certa harmonia , mesmo que com
equívocos neste aspecto o texto, de forma clara é a posição de cada autor perante o
tema em questão e com uma análise crítica e concisadestas duas teses opostas o
que se espera é contribuir nas discussões a respeito da gênese do Serviço Social.

DUAS TESES SOBRE A NATUREZA DO SERVIÇO SOCIAL.
A profissão de Serviço Social confronta-se com uma ambiguidade no que se
refere à sua gênese, o que tem levado a importantes pesquisas e aplicação de
tempo a fim de responder sobre as reais causas do surgimento da profissão, sualegitimação e suas funções dentro do Estado e da Sociedade.
Ressaltando que estas duas teses são mutuamente excludentes, a primeira,
defendida por Balbina Ottoni Vieira é de perspectiva Endogenista, que diz que a
profissão é a evolução das primeiras formas de ajuda, o que geralmente se encontra
respaldado nas obras de São Tomás de Aquino e São Vicente de Pau la, que foram
alguns dos percussores daAssistência Social, também se incluem neste ponto a
maioria dos teóricos, que vingam de um Serviço Social tradicionalista juntamente
com outros autores que compunham o movimento de ruptura com o próprio modelo
tradicional, que defendem que a profissão nasceu efetivamente da evolução das
primeiras formas de ajuda ou de qualquer forma anterior organizada , filantropia e
atualmente vinculadas à“questão social”.

A segunda tese em questão é a dos Histórico-Críticos, defendida pelo autor
José Paulo Netto, que remonta a gênese do Serviço Social oriunda do início do
capitalismo, só depois que a sociedade

capitalista viu a necessidade de criar

políticas públicas ou sociais para controlar as demandas que se advinham das
expressões negativas deste regime econômico. A profissão, segundoeste segmento
teórico, surgiu desta necessidade e para este fim, da síntese das ideias da classe
hegemônica da época, com um intuito de apaziguar os ânimos exaltados pelas
necessidades dos trabalhadores causadas pelo capitalismo. Para o autor, dentre
outros autores como Maria Lúcia Martinelli e Marilda Vilela Iamamoto, o assistente
social desempenha um papel salientemente político, onde suafunção não se explica
por si só, mas pela sua posição sociotécnica.
Nesta perspectiva a profissão é, de fato, um produto histórico da necessidade
de se combater e apaziguar os ânimos decorrentes das sequelas do capitalismo,
com o único fim de fomentar o bem do regime e o consolidar como a hegemonia
econômica vigente, notando que seu significado depende desta dinâmica do eixo
classessociais-trabalho. A corrente Histórico-crítica embora mais dinâmica e atual,
remontando as bases da profissão de forma mais verídica sem desmerecer a tese
defendida pela autora Balbina não explica algumas contradições encontradas no
texto com a ideia endógena.

PERSPECTIVA ENDOGENISTA: BALBINA OTONNI VIERA.
Como um fato social, segundo a autora, a profissão de Serviço Social
remonta desde oaparecimento do ser humano no planeta, c om um fato ou um ato
de fazer o bem ou precaver dos males sociais, já que desde os tempos antigos
existiam pobres e miseráveis que não tinham como angariar meios para sua própria
subsistência, nas épocas de crise, como guerras dentre outros males era
responsabilidade das famílias, tribos ou clãs a assistência daqueles que não a
podiam prover, inclusive a...
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