Producao textual

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO ADMINISTRAÇÃO BACHARELADO

ELENITA ROSA LOPES

PRODUÇÃO TEXTUAL

Bom Jesus da Lapa 2011

ELENITA ROSA LOPES

PRODUÇÃO TEXTUAL

Produção Textual Interdisciplinar apresentado à UNOPAR – Universidade Norte do Paraná como requisito parcial para asdisciplinas do 1º semestre: Comunicação e Linguagem, História Antiga, Introdução aos Estudos Históricos, Filosofia e Seminário I.



Bom Jesus da Lapa
2011

O artigo indicado para estudo “A arte retórica aristotélica: um legado clássico até os dias atuais” de Oliveira, além de discorrer acerca da retórica da Grécia antiga, especificamente da retórica aristotélica - que é de fundamentalimportância na contemporaneidade, discute sobre o poder de persuasão do discurso.
O texto aqui apresentado tem como objetivo dialogar sobre a linguagem, que é considerada uma das ferramentas de trabalho do historiador, sobre importância das obras “ilíada” e “Odisséia” de Homero para a história, bem como da relação entre história e filosofia a fim de utilizar as ferramentas retóricas discursivas.Segundo Saviani (2000), como integrante do campo das chamadas Ciências Sociais ou humanas, o conhecimento histórico caracteriza-se pela especificidade da relação entre o sujeito e o objeto de conhecimento. Nesse sentido, pode-se dizer que a história é construída à medida que os seres humanos produzem materialmente a sua existência e, por seguinte, as bases políticas, econômicas e culturais dasociedade.
E a historiografia, por conseguinte, expressa as visões de mundo dos historiadores acerca de suas abordagens, seus objetos e problemas e seus métodos. Esta apresenta-se como um ramo da ciência histórica que estuda a evolução da própria ciência histórica no desenvolvimento histórico global e pode ser considerada como o equivalente a qualquer parte da produção historiográfica, ou seja,ao conjunto dos escritos dos historiadores acerca de um tema ou período histórico específico (HUNT, 1992).
De acordo com o autor (1992), durante anos aconteceram diversas transformações no campo historiográfico e uma delas é o estreitamento das relações entre historiografia, as filosofias da linguagem e a teoria literária. Esta aproximação é marcada pelo reconhecimento, por parte doshistoriadores, do papel ativo que a linguagem, a escrita dos textos e estruturas narrativas tem no trabalho de manusear as construções históricas.
A História, por mais datada que seja, só pode existir, tornando-se rígida, atemporal, para manter-se independente do movimento temporal manifesto, cabendo à linguagem uma fossilização dos dados, para uma arqueologia como posteridade de leitura.
Para se falar dealgo temporal, precisa se colocar fora do Tempo, mesmo estando inserido nele, a linguagem se torna a ferramenta para negar a temporalidade (HUNT, 1992). O historiador nega sua condição de homem, para servir-se de uma técnica de pesquisa, assumindo outra personagem, compondo essa teatrologia social.
Mas essa condição de não-homem do historiador, não o torna imparcial conforme muitos queiramacreditar, mas o coloca dentro de uma gama específica de interesses, muitas vezes fugindo a sua própria compreensão, pelo fato de lidar com algo aparentemente tão distante de sua realidade, embora estejam ligados pelo fator humanístico intrínseco ao que é produzido pelo Homem (BURKE, 2000).
Falando em produção textual dos historiadores e sua relação com a retórica, vale considerar que a história erapensada como um ramo da retórica, a arte do convencimento, fica a desconfiança quanto ao propósito dos historiadores antigos; se relatar um fato ou se seduzir o público leitor.
Todavia as nuances de cada escritor são muito mais complexas e variam de acordo com o condicionamento sócio histórico e de formação pessoal de cada um. Vemos por exemplo, a latência heróica no discurso de um Tucídides...
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