Potencialidades dos alunos como leitores

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  • Publicado : 7 de setembro de 2012
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Para que os professores consigam desenvolver as potencialidades dos alunos como leitores precisam, inicialmente, perceber uma distinção essencial entre dois tipos de leitura: a que é apenas uma atividade mecânica, passiva e consumista e a leitura ativa, reflexiva e crítica.
Enquanto a primeira encontra-se ligada à ideia de quantidade, a segunda caracteriza-se pela qualidade. Na primeira, tem-sea impressão de que se lê, quando na verdade o que se faz é apenas um acumulo de fatos, dados, informações que logo desaparecerão da nossa mente. Na segunda, há não apenas a apreensão do que foi lido como também a integração entre o lido e o vivido, dessa forma, apreender, isto é, assimilar o conteúdo de um texto implica, portanto, a sua incorporação ao mundo vivido pelo aluno.
Se uma criança nãosabe ler, não sabe corrigir a escrita, não sabe interpretar, não sabe transmitir iniciando-se uma corrente de erros, problemas que interferem em todas as disciplinas e em todas as instâncias da vida da criança.
Por essas razões, não se pode obter ou fornecer aos alunos um bom nível quantitativo de leitura, sem conseguirmos primeiro, um bom nível qualitativo; não se pode transformar alunos embons leitores sem terem primeiro se transformados em leitores dinâmicos, apaixonados na relação com o texto, ao invés de dispersos e indiferentes.
Ler é um processo e proporcionar acesso à leitura é se dispor a vivenciar esse processo, cuja condição primordial é a própria prática de ler. Lendo, relendo, voltando a ler, escolhendo os textos fundamentais de nossas vidas, e, principalmente, gostando deler, vamos nos construindo e construindo nossos alunos como leitores.
Quem teve um primeiro contato prazeroso com a Literatura Infantil e a possibilidade de ver, manusear, ler o texto através das imagens e com uma variedade suficiente, ou então teve a oportunidade de ouvir dos pais, responsáveis ou professores histórias infantis, contos de fadas, fábulas, poesias, possivelmente, de acordo com apesquisa realizada, será um leitor competente que sabe apreciar uma boa história.
Antes de obrigar a criança a observar, analisar ou escrever sílabas, palavras ou frases é indispensável que a escola lhe proporcione oportunidades de utilizar a escrita em contextos significativos; que estabeleça uma estreita familiarização com todos os suportes materiais da escrita, livros, jornais, cartazes,folhetos e outros que permita a criança observar, explorar, questionar, que promova ao mesmo tempo, a leitura constante de histórias infantis, álbuns ilustrados, revistas em quadrinhos, etc, essa é a melhor maneira de transformá-los em leitores e escritores.
A esse respeito, Brasil (2001) assim se manifesta,
É preciso, portanto, oferecer-lhes os textos do mundo: não se formam bons leitoressolicitando aos alunos que leiam apenas durante as atividades na sala de aula, apenas no livro didático, apenas porque o professor pede. Eis a primeira e talvez a mais importante estratégia didática para a prática de leitura: o trabalho com a diversidade textual. Sem ela pode-se até ensinar a ler, mas certamente não se formarão leitores competentes (p. 55).

Quando o professor se conscientiza de que aoobrigar, ao pressionar o aluno a ler um determinado livro, está contribuindo para desenvolver um forte sentimento de aversão à leitura, ele percebe que é necessário mudar de tática.
De acordo com Rojas (2010), “A ideia não é apresentar a leitura como ferramenta para aprender, mas como algo lúdico e capaz de encantar e divertir – a aprendizagem, nesse caso, passa a ser um ser delicioso efeitocolateral” (p. 3).
O aluno deve ter contato com os mais diferentes usos sociais da linguagem, ou seja, as razões pelas quais se escreve: para não esquecer, para transmitir instruções, como contar história, divertir, emocionar, convencer, informar, vender, etc.
Quando uma criança não encontra utilidade na leitura, o professor deve fornece-lhe outros exemplos. Quando uma criança não se interessa...
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