Ponte empurrada

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  • Publicado : 4 de abril de 2013
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Segmentos empurrados

Para construir uma ponte em condomínio ecos sustentável, construtora busca tecnologia alemã de lançamentos progressivos. Obra foi um sucesso, com desmatamento mínimo

A necessidade de preservação da mata nativa na construção de uma ponte de 120 m sobre um vale no residencial Gênesis II, em Santana do Parnaíba (a 27 km da cidade de São Paulo), levou as construtorasTakaoka e Gafisa a estudarem métodos de execução alternativos aos tradicionais. A melhor opção encontrada pelos engenheiros dessa obra foi a execução pelo método de lançamentos progressivos, em que a superestrutura era construída a partir de um pequeno canteiro e "empurrada" sobre os pilares em direção à sua posição final, do lado oposto do vale. Final da obra, objetivo dos construtores alcançado: foramnecessárias apenas algumas podas nas copas das árvores, adaptando suas alturas para a passagem da ponte.

O Gênesis II é um residencial localizado em um terreno de 1,7 milhão de m2, sendo 80% de mata nativa. É um diferencial do empreendimento, que se sustenta no conceito de ecossustentabilidade. Segundo Marcelo Takaoka, engenheiro e presidente da construtora eincorporadora Takaoka, a empresa lançou o empreendimento baseada em pesquisas que mostravam que havia uma demanda no mercado imobiliário por produtos com as características do Gênesis.

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, O Gênesis II é um residencial localizado em um terreno de 1,7 milhão de m2, sendo 80% de mata nativa. É um diferencial do empreendimento, que se sustenta no conceito deecossustentabilidade. Segundo Marcelo Takaoka, engenheiro e presidente da construtora e incorporadora Takaoka, a empresa lançou o empreendimento baseada em pesquisas que mostravam que havia uma demanda no mercado imobiliário por produtos com as características do Gênesis.

Por isso, um pedido básico feito pela Takaoka à Gafisa, contratada para executar o empreendimento, foi o de intervir o mínimopossível na vegetação nativa. "Foi um grande desafio, houve a necessidade de um planejamento detalhado dos nossos trabalhos no local", explica Ewerton Bonetti, coordenador de obras da Gafisa. A densidade da mata dificultava o trânsito de equipamentos pesados – guindastes, perfuradoras – e reduzia a área para estocagem de vigas pré-moldadas e para manobra de treliça lançadeira. Como o corte de árvores nãoera permitido, não havia a possibilidade, também, de abrir uma área para a construção do cimbramento da ponte. "Seria necessário desmatar, pelo menos, a área projetada pela ponte no solo, para construirmos os apoios das fôrmas, além de uma clareira de uns 50 m para os equipamentos", conta Eduardo Borini, engenheiro da RBR Paulista, empreiteira que executou a ponte. As mesmas intervenções seriamnecessárias para a construção com o método de balanços sucessivos.

Um método ainda pouco utilizado no Brasil, mas bastante comum na Europa, foi escolhido como o mais adequado para a obra do Gênesis. A construção por lançamentos progressivos (ou segmentos empurrados) permitiria que a ponte fosse sendo construída, em módulos, a partir de um dos lados do vale, e empurrada para o lado oposto. Oacesso de equipamentos e veículos pesados ao canteiro era um pouco mais fácil, pois seria feito pela estrada já pavimentada do empreendimento. Para a construção dos pilares, não haveria muitos problemas.Ainda que o acesso ao vale fosse difícil – só poderia ser feito por uma estrada de terra, que já existia quando o terreno foi comprado pela Takaoka –, apenas alguns equipamentos mais "leves" ecaminhões-betoneira precisavam chegar ao local, para a execução da fundação com ar comprimido e para concretagem dos pilares, respectivamente.

Segmentos empurrados

Para construir uma ponte em condomínio ecossustentável, construtora busca tecnologia alemã de lançamentos progressivos. Obra foi um sucesso, com desmatamento mínimo
A ponte
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O comprimento total da ponte é de 120 m. Os...
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