Politica da inclusao

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documento Subsidiário à Política de Inclusão documento Subsidiário à Política de Inclusão 7
INTRODUÇÃO
A discussão sobre políticas inclusivas costuma centrar-se nos
eixos da organização sócio-política necessária a viabilizá-Ia e dos
direitos individuais do público a que se destina. Os importantes avanços
produzidos pela democratização da sociedade, em muito alavancada
pelos movimentosde direitos humanos, apontam a emergência da
construção de espaços sociais menos excludentes e de alternativas para
o convívio na diversidade. A capacidade que uma cultura tem de lidar
com as heterogeneidades que a compõe tornou-se uma espécie de
critério de avaliação de seu estágio evolutivo, especialmente em tempos
de fundamentalismos e intolerâncias de todas as ordens como este emque vivemos.
Nessa perspectiva, a inclusão social deixa de ser uma preocupação
a ser dividida entre governantes, especialistas e um grupo delimitado de
cidadãos com alguma diferença e passa a ser uma questão fundamental
da sociedade. A questão se torna complexa quando nos deparamos
com a realidade de uma mesma sociedade, que demanda soluções
de sustentação e viabilidade para sua própriapluralidade, não é uma
sociedade inclusiva. Longe disto, sabemos o quanto instituições criadas
para regrar o convívio entre os homens tendem a reforçar a discriminação
e a criar territórios que classifi cam e hierarquizam os cidadãos justamente
a partir de suas diferenças. As pessoas com defi ciência, com síndromes,
são historicamente identifi cadas como páreas sociais em função de umconjunto de igualdades mais ou menos constantes que acabam por
defi nir seu lugar na sociedade: lugar de exclusão.
Nesse contexto a escola não se constitui de maneira diferente.
Como território institucional expressivo da cultura em que se insere,
a escola sofre pressões para acompanhar os novos tempos e lidar
melhor com a diversidade do público que deve atender. Um público de
“aprendizes decidadania” que, para exercê-Ia, querem mais que o mero
direito de expressão. Mas também um público cheio de especifi cidades
que, se não forem respeitadas, acolhidas e atendidas em suas diferenças
jamais farão da escola um dos possíveis espaços em que o exercício de
uma política inclusiva contribua com a construção de uma sociedade
mais justa.
Na busca desta perspectiva se evidenciaminúmeros esforços
teóricos, técnicos, políticos, operacionais, para a construção de uma 8
Ministério da Educação - Secretaria de Educação Especial inistério da Educação - Secretaria de Educação Especial
educação inclusiva que dê conta da amplitude das transformações que
um processo como este implica.
Uma política efetivamente inclusiva deve ocupar-se com a
desinstitucionalização daexclusão, seja ela no espaço da escola ou em
outras estruturas sociais. Assim, a implementação de políticas inclusivas
que pretendam ser efetivas e duradouras devem incidir sobre a rede de
relações que se materializam através das instituições já que as práticas
discriminatórias que elas produzem extrapolam, em muito, os muros e
regulamentos dos territórios organizacionais que as evidenciam.Este documento apresenta uma discussão sobre a política de
inclusão na rede regular de ensino realizando uma análise dos referenciais
e problematizando as concepções referentes a política educacional, a
defi ciência mental, a educação especial, a formação de educadores e a
inclusão. Também apresenta uma investigação de diferentes contextos
escolares com a fi nalidade de sintetizar osprincipais aspectos percebidos
como tensionadores do processo de inclusão educacional e de identifi car
um conjunto de práticas desenvolvidas pelas escolas na perspectiva de
efetivar políticas públicas de inclusão na área educacional.Documento Subsidiário à Política de Inclusão ocumento Subsidiário à Política de Inclusão 9
1. ANÁLISE DE REFERENCIAIS
DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
1.1 Inclusão Educacional...
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