PLano de A o PRONTO

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS




I FORÚM DE ENFRETAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER





Nome :Camila Aparecida Oliveira da Costa
Cargo: Professora
Função:Professora de Sociologia
Pólo da turma: GPP Uberaba

Nome do/a professor/a (tutor/a)on-line: Joseane

Data de início: Abril de 2014

Data de finalização: Dezembro de 2014






UBERABA- MG
2014

1. JUSTIFICATIVA

A Lei Maria daPenha a princípio veio proteger as mulheres contra violência, seja ela de qualquer natureza, física, verbal e etc.. No entanto há contestações de que ela seja realmente protetiva. Antes da referida lei havia um descaso enorme por parte dos órgãos públicos, descaso este acobertado pela cultura machista em que vivemos. Muitas vezes a mulher sofria violência e quando procurava as autoridades ainda eraculpada pelas agressões. Apesar de a lei ter dado respaldo para as mulheres vítimas de violência doméstica, há verdade é que depois mais de oito anos que a lei foi criada pouco foi feito para a sua real efetividade.
Existem políticas previstas na lei, como uma rede integrada de serviços que a maioria das médias e grandes cidades não possui. Como por exemplo, uma casa-abrigo. Segundo a Pesquisa deInformações Básicas Municipais (MUNIC) 2013, do IBGE¹, divulgada a pouco mais de seis meses apenas 2,5 % das cidades brasileiras tem casa-abrigo para as mulheres vítimas de violência doméstica. Ainda de acordo com a pesquisa cerca de 35% por cento das casas-abrigo não tinha endereço sigiloso como é previsto na lei, e nem ensino de atividades profissionalizantes, importantes para autonomia dasmulheres.
A situação na cidade de Uberaba é tão alarmante que as mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade são encaminhadas para casas de dependentes químicos. Estas mulheres vão junto aos seus filhos para um abrigo que não oferece nenhuma condição para abriga- las. Estas depois de duramente violentadas pelos companheiros, ainda sofrem violência institucional pelos órgãoscompetentes que agem com total descaso com a vítima e com a família.
O órgão competente da cidade o CIM, que atende as vítimas de violência em Uberaba é aberto apenas de segunda à sexta em horário comercial. O que é bastante contraditório já que os crimes contra a mulher são praticados principalmente à noite e nos finais de semana. A maioria das mulheres que chegam a denunciar seus companheiros acabapor ser atendida em uma delegacia normal. Mais uma vez sente a opressão na pele, pois os profissionais (policiais, delegados, atendentes), não tem nenhuma capacitação para recebe- las. Por parte da polícia por exemplo, as mulheres são duramente estigmatizadas, estes parte de considerações gerais norteadas pelo senso comum, e acabam por nem avaliar os casos individualmente.
Diante desta realidadepropomos a criação de um fórum de discussão na cidade de Uberaba. A ideia é reunir diferentes órgãos e instituições que lidam com a questão da violência domestica tais como pesquisadores/as, professores/as, órgãos públicos, grupos atingidos e também aqueles que recebem as denuncias eventualmente, policiais, delegados/as, atendentes, assistentes sociais e etc. Além disso gestores de promoção daigualdade racial, já que de acordo com os índices a violência domestica é sentida principalmente por mulheres negras e pobres.
È muito importante que haja esse fórum na cidade, pois ainda temos políticas publicas precárias que não atendem a realidade vivenciada pelas mulheres vitimadas pela violência. Acreditamos que a partir de uma discussão aberta, poderemos conectar vários atores e desta formapoderemos elaborar políticas focalizadas, para que as mulheres contem com ações, projetos e programas eficazes para a superação das dificuldades.

1.1 OBJETIVOS DA AÇÃO

1- Mobilizar entidades, instituições, órgãos governamentais, ONGs, pesquisadores e grupos feministas para discutir as políticas públicas voltadas para a questão da violência contra as mulheres em Uberaba.
2- Levantamento do...
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