Peste negra

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MEMÓRIA
As pestes
Museu de Microbiologia do Instituto Butantan inaugura a exposição itinerante As grandes epidemias
Neldson Marcolin
Edição Impressa 168 - Fevereiro 2010 

A pandemia de gripesuína que assustou o planeta no ano passado trouxe à lembrança um fato que andava esquecido: não importa quanto conhecimento, tecnologia e informação estejam disponíveis, sempre existirá o risco deepidemias. A peste negra (ou bubônica) foi responsável por pelo menos 10 epidemias entre 1400 e 1720, quando se estima que tenham morrido 25 milhões de pessoas no total. A varíola matou e deformoumilhões na metade do século XVII na Europa. A meningite causou enormes transtornos na saúde pública até a metade dos anos 1970 no Brasil. A Aids e a gripe – esta de modo sazonal – seguem infectando pessoasem todos os países. A exposição As grandes epidemias, que pode ser visitada no Centro de Difusão Científica do Instituto Butantan, em São Paulo, fala de um assunto que continua relevante nos dias dehoje. “Queremos informar e alertar o público para o perigo que as epidemias representam”, explica Gláucia Colli Inglez, coordenadora do Museu de Microbiologia do Instituto Butantan e curadora daexposição ao lado de Alessandra Fernandes Bizerra e Milene Tino de Franco, a diretora do museu.

“Certamente a população e os envolvidos com a área da saúde devem se preocupar com as epidemias”, diz IsaiasRaw, do conselho técnico-científico da Fundação Butantan. É dele a concepção da exposição, imaginada há alguns anos e concretizada agora com apoio FAPESP/Vitae. Na mostra há painéis ilustrados e cincofilmes de até sete minutos. Cada um deles trata de uma epidemia: peste, varíola, meningite, Aids e influenza (gripe). Os filmes foram feitos pelo cineasta André Luiz de Luiz a partir do roteiro dascuradoras e são didáticos, repletos de imagens e de entrevistas com o próprio Raw, o médico Dráuzio Varella e o secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. Todos usam uma linguagem...
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