Perspetiva moral de kant

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Perspectiva moral de Kant


Ao contrário de Aristóteles, Kant não concebe a felicidade como fundamento da moralidade. Afirma que não é por desejar alcançar a felicidade que o ser humano deverá agir moralmente.
Reconhece que todos os Homens são capazes de realizar actos morais, são seres racionais possuidores de uma faculdade que pode ser usada para conhecer (razão teórica) e para orientar oagir, isto é, ordenar o que se deve fazer (razão prática, normalmente chamamos de consciência).


A vontade Humana


A vontade humana possui livre arbítrio, isto é, a possibilidade de escolher. Segundo Kant, existem no ser humano três tipos de inclinações:
- tendência ou inclinação para a animalidade (influências/necessidades do corpo);
- tendência ou inclinação para a humanidade(influências das sociedade);
- tendência ou inclinação para a personalidade (influências auto-impostas pela razão prática).

Se as influências a que a vontade cede forem exteriores à razão prática (inclinações), a vontade desvia-se do que deveria ser a sua finalidade (personalidade).


A boa vontade


Uma vontade boa é uma vontade que, em todas as circunstâncias, decida e escolha deforma absoluta e incondicional, isto é, que só respeite as exigências da razão prática e o que ela ordena (personalidade). É preciso fortalecer a vontade para que ela só escolha o que deve, o que é próprio da natureza humana – obedecer ao que a razão prática ordena, isto é, respeitar o dever e não procurar a satisfação dos interesses aos impulsos sensíveis, etc.
O que faz a nossa vontade ser boa é aopção pela personalidade, isto é, a acção realizada tendo em vista as exigências da razão prática, aquilo a que Kant chama LEI MORAL ou acção por dever.
Kant vai ao ponto de distinguir moralidade de legalidade, para salientar a dignidade das acções morais. Uma acção que respeite as normas é uma acção boa.


Exemplo


Um comerciante que não especula com os preços e que exerce a suaactividade com honestidade, está a praticar acções boas.
Porém, pode fazê-lo por diferentes razões. Pode fazê-lo porque:
- desse modo, ganha a credibilidade e a confiança dos seus cliente e acaba assim, por ter mais clientela e maior lucro do que se optasse pela especulação. Portanto, realiza as acções não por dever mas por interesse. Ele teve em consideração as consequências do seu acto. Realizaum acto bom, cumprindo exteriormente o seu dever legal de respeitar os seus clientes, sendo honestos com os seus clientes. Mas nem por isso há moralidade alguma no seu acto.;
- pode fazê-lo porque isso é que é ser honesto e, portanto, é isso que é o seu dever. Neste caso, ele agiu inteiramente por dever, isto é, fez o que deve fazer só pelo respeito exigido pelo dever moral. Foi a intenção enão o acto em si que permitiu diferenciar a moralidade da legalidade do acto.


Moral de intenção


A moral de Kant é uma moral de intenção, já que o critério mais importante para classificar uma acção é a intenção por parte do indivíduo de cumprir o que a sua razão lhe ordena, sem se preocupar com as consequências que para a sua felicidade pode ter a realização de uma acção por dever.

Oimperativo categórico

A razão prática dá-nos uma orientação que devemos cumprir de forma incondicional e independentemente de circunstâncias de tempo, lugar, cultura, etc. Kant chamou a esta ordem um imperativo categórico e formulou-o da seguinte forma: “age apenas segundo uma máxima tal que possas, ao mesmo tempo, querer que ela se torne uma lei universal”. Isto significa que, façamos o quefizermos respeitemos esta condição ou forma: que a máxima ou regra que tomei para mim mesmo possa ser transformada em regra reconhecida ou aceite por todos os outros, sem excepção. Esta é, pois, a lei moral, um princípio formal universal que diz o que é o dever para todos os indivíduos.
Em síntese:
A lei moral segundo Kant é:
- universal – tem de valer para todos os seres racionais em geral,...
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