Perfume de mulher

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  • Publicado : 25 de outubro de 2012
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Editorial: Limites do crescimento
O governo da presidente Dilma Rousseff parece obcecado com o crescimento robusto da economia --a ponto de já suscitar receios quanto a um recrudescimento dainflação. Entre os planos e sua consecução, no entanto, se interpõem as condições objetivas e as consequências não pretendidas.
O bom governante consegue antever obstáculos e contorná-los sem afastar-se da metafixada. Dessa perspectiva, os quase dois anos de Dilma no Planalto deixam algo a desejar, dedicados como foram às medidas pontuais.
Como assinalou o economista Samuel Pessôa em sua coluna de domingonesta Folha, o crescimento brasileiro não pode nem ser considerado medíocre (no sentido de mediano) ante um panorama composto por 11 países da América Latina. Só o Paraguai terá ido pior que o Brasil,ao crescer 1,4% na média do biênio 2011-2012 (considerada a previsão do FMI para este ano).
O desempenho brasileiro no período deverá ficar em 2,1%. Estima-se que o Peru avançará 6,5%, o Equador,5,9%, e o México, 3,9% --colado na média geral, de 3,8%.
São apenas dois anos, por certo, com base nos quais não se podem extrair muitas conclusões sobre todo o governo Dilma. O ano de 2013 terácrescimento melhor que o 1,5% projetado para 2012, mas será uma grande surpresa se se aproximar daqueles 3,8%.
Nos oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o país cresceu 2,3% na média,ligeiramente acima dos 2,2% da América Latina. Os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficaram um pouco abaixo da média, 4% contra 4,1%.
Mesmo que a economia reaja até 2014, faltam aDilma as condições internacionais favoráveis que turbinaram o período Lula (em que pese a crise de 2008-2009), como o impulso do dragão chinês, para repetir os índices do antecessor.
O que maisinquieta, como indica Pessôa, é a possibilidade de que as políticas distributivas iniciadas por Lula e continuadas por Dilma --fonte da popularidade de ambos-- estejam a aproximar-se de seus limites...
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