Pedofilia

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  • Publicado : 18 de abril de 2013
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CAPÍTULO 4 A MÍDIA E A EROTIZAÇÃO DOS CORPOS INFANTIS

É complexo abordar o tema pedofilia uma vez que envolve varias questões difíceis de lidar, pois trata-se de uma violência brutal que fere, magoa e até mata, sendo que o mundo da criança deveria ser ou ter é diferente daquele que ela vive,
uma negação do direito de que as crianças sejam tratados como sujeitos.

Começamos a pensarsobre o desenvolvimento tecnológico os meios de comunicação e a possibilidades de informação que incita novas formas de experimentação do desejo afetivo- sexual. Seguindo esse raciocínio, temos as crianças, em especial as meninas, vistas como possibilidades de satisfação dos desejos sexuais dos adultos, e são estimuladas pela própria mídia pelo sistema a produzirem seus corpos, de acordo com ospadrões de beleza estipulados pela sociedade, devemos considerar que este processo vem se formando ao longo das ultimas décadas.

A partir do século XVIII ocorreram informações importantes em relação a representação de infância onde as crianças passaram a ser percebidas como sujeitos instituídos de uma natureza infantil com características próprias da idade. Vistas como frágeis e inocentesprecisando de proteção de do mundo adulto. Conforme assinala Guizo (2003 apud FELIPE; PRESTES, p.2-3, 2012):

Vistas como inocentes e frágeis, precisavam agora de proteção do mundo adulto. Deste modo, se instalou uma intensa produção discursiva sobre a infância possibilitando, de certa forma, a veiculação de uma imagem infantilizada e dessexua lizada das crianças, de modo que elas deveriam serprotegidas de determinados conhecimentos, com destaque especial para as questões referentes ao sexo e a sexualidade.


Desde muito cedo elas descobrem que seus corpos podem proporcionar sensações de prazer e bem-estar e aprendem a exercitar tais sensações através de comportamentos auto eróticos ou através de jogos com seus/suas amigos/as, apesar da vigilância dos adultos (FELIPE; PRESTES ,2012).Ainda nos dias de hoje encontramos resistência por parte das famílias , quando se é para discutir sobre sexualidade nas escolas, o temor dos pais é de que ao acesso a essas informações a criança antecipe sua curiosidade e antecipação da vida sexual. Porém conforme o artigo há uma estratégia de controle dos pais dos corpos infantis, pois:

[...] O espaço da sala de aula, a forma das mesas, osarranjos dos pátios de recreio, a distribuição dos dormitórios (com ou sem separação, com ou sem cortina), os regulamentos elaborados para a vigilância e o recolhimento e do sono, tudo fala da maneira mais prolixa da sexualidade das crianças (FOUCAUT, 2009, p.34 apud FELIPE; PRESTES, 2012, P.2).


Embora a discursão sobre sexualidade nas famílias seja um tabu, alguns autores acreditam que essafalta de esclarecimento que poderia ser conversado no ambiente familiar possa tornar a criança vulnerável a possíveis formas de violência/abuso.(FELIPE; PRESTES,2012)


4.1 SEXUALIDADE EM REDE

A rede virtual de computadores é composta por uma gama de redes de comunicação que transcendem fronteiras. Logo, pesquisar como as crianças estão imersas nesse universo virtual, requer compreender como eque redes e conexões são estabelecidas em tais ambientes. Torna-se um desafio, pois os caminhos são múltiplos, transitórios, exigindo assim a imersão no universo “online” no qual estão inseridas as crianças. (FELIPE; PRESTES, 2012).

A veiculação de informações na rede virtual está permeada por relações de poder e por espaços de disputas e tensões. Por intermédio das tecnologias da informação,em particular, da internet, há um processo permanente de hibridação cultural, como aponta Canclini (1997 apud FELIPE; PRESTES, 2012), onde algumas culturas e vozes passam a ser evidenciadas enquanto outras acabam sendo silenciadas.
No campo da sexualidade, surgiram novas modalidades de exercício do prazer e de experimentação do desejo através do mundo informatizado. Dentro desse espectro, a...
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