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1. O Brasil no quadro das “vias” de desenvolvimento do capitalismo
As vias de desenvolvimento são quatro: Via Clássica (França e Inglaterra), Via Prussiana (Alemanha, Itália e Japão), Via Americana (Estados Unidos da América) e Via Prussiana Colonial (Brasil e outros países do antigo sistema colonial).
De fato a inserção do capitalismo no Brasil vem conjunto a formação social americana devidoapresentar geneticamente o colonial em comum, se difere na concretização capitalista, que rompe com o estatuto colonial a com a forma produtiva. Surge aí o Brasil sendo um caso a parte, com semelhanças a via prussiana, não podendo se limitar à situação prussiana, pois iria desconsiderar o fato concreto de se uma colônia, daí Chasin de via colonial.
A Via Prussiana Colonial o caso brasileiro, ondeseu processo de concentração do capital, rumo ao desenvolvimento industrial que acontece através do campo. Foi um processo tardio, atraso econômico e democrático, recheado de obstáculos típico de uma colônia subordinada á metrópole. Nesse momento ocorria um surto expansionista em lavouras de várias regiões, exceto a decadência da mineração, a expansão fica por conta: do algodão, do açúcar, doarroz, além disso, o café começou a ser cultivado, todo esse processo resultou na inicial forma de acumulação de capital.
O aspecto “prussiano” aparece, assim no sentido de caracterização de um processo tardio de acumulação de capital, consagrando na análise leniniana com forma de desenvolvimento burguês, que se enquadra nas grandes tendências gerais de análise da entificação do capitalismo.Pensamos então que, para melhor conceituar o processo brasileiro, a noção de “via prussiano-colonial” é a que mais expressa sua geneticidade, porque respeita a legalidade histórica de sua condição colonial e, ao mesmo tempo, considera a configuração tardia (ou “hipertardia”, como quer Chasin) e agrária do processo de acumulação e posterior industrialização do Brasil. (MAZZEO. pag. 123).

Tem aescravidão como impedimento para ideologia liberal, apresentando o liberalismo conservador e reacionário, estando restrito em seu aspecto econômico, tendo apenas o direito livre de comercializar e produzir. Em nível político a liberdade, igualdade, fraternidade restritos aos que possuem terras, escravos e dinheiro. Sendo seu aspecto ideológico manipulado pela estrutura escravista que sustentava ocontrole e o alijamento social das massas populares. A relação entre a burguesia e as antigas classes dominantes e classes subalternas, assemelha-se mais à contra revolução do que a revolução, a conciliação com o velho, religando ao novo. A “ideologia do favor” aparece como um instrumento de dominação, funcionando para os “homens livres”. Dizendo assim que a colonização produziu com base da terra trêsclasses de população: o latifundiário, o escravo e o “homem livre”.
A crise social precisava de uma ressuscitação da formula de 1822, o Brasil por sua vez em 1840 permite o fenômeno do bonapartismo, onde o mesmo no Brasil matinha a estrutura escravista de produção, uma continuidade da economia colonial, caracterizando a não ruptura com o atraso econômico e social.
Assim, a “modernização” doBrasil, com relação ao contexto mundial do capitalismo, é realizada com objetivo de manutenção dos fundamentos coloniais de sua organização produtiva, na medida em que a burguesia agroexportadora articula-se com a burguesia industrial britânica. Diferentemente dos processos bonapartistas clássicos, há, no processo brasileiro, não só conciliação onde a burguesia brasileira cede seu pode econômico paramanter o poder político que, diga-se de passagem, terá sua autonomia nos limites impostos pelas potencias industriais europeias, agora em processo acelerado rumo ao imperialismo, de cuja cadeia o Brasil será um dos elos débeis (Lenin, 1977, tomo XXIII). Daí pensarmos que, para melhor conceituar o processo de conciliação brasileiro, devemos entendê-lo como uma bonapartismo colonial, como aspecto...
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