Oxigenoterapia

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Escola Superior de Saúde de Beja

Ensino Clínico VI
- Enfermagem Pediátrica -
Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais e Pediátricos
Hospital Garcia de Orta

Trabalho elaborado por:
Elsa Ferreira
Enfermeiro Tutor:
Enf. ª Filipa Gomes
Professora Orientadora:
Prof. Ana Cristina Martins

Almada
Janeiro de 2007

“O enfermeiro, além de possuir conhecimento e responsabilidade, deveser habilidoso, gentil, paciente e saber transmitir segurança e confiança à criança doente, assim como ter uma atitude de empatia, sinceridade, humildade, saber ouvir e compreender o impacto emocional da doença e do sofrimento”
(Vara, 1996:32)

No âmbito do VI ensino clínico – Enfermagem Pediátrica, do 3º ano/2º semestre, do IX curso de Licenciatura em Enfermagem, da Escola Superior de Saúdede Beja, realizado na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais e Pediátricos do Hospital Garcia de Orta, foi-me proposto a realização de uma reflexão crítica.

Ao reflectir sobre este estágio pretendo analisar e expor o impacto inicial e o meu acolhimento no serviço, reflectir sobre o meu desempenho na prestação de cuidados e reflectir sobre a comunicação e relação de ajuda que estabeleci com osrecém-nascidos/pais/família e restantes profissionais de saúde. No final procurarei expressar a influência deste período sobre o meu desempenho e desenvolvimento pessoal e profissional.

Inicialmente as minhas expectativas para este estágio não eram as melhores, pois a minha experiência e contacto com o “misterioso mundo dos bebés” era quase nula.
Vinha então disposta a enfrentar odesconhecido, preparada para explorar todos os recursos existentes, no intuito de adquirir competências técnicas e relacionais que enriquecessem o meu crescimento profissional e sobretudo pessoal.
Porém esta unidade revelou-se para mim uma realidade completamente diferente daquela que eu imaginara.

Considero que esta unidade revelou-se extremamente acolhedora e simpática. Confesso que não esperavaencontrar tanta cor e tanta animação infantil. É realmente uma unidade com muitas capacidades físicas, onde a equipa multidisciplinar exibe uma relação humana propícia a um serviço desta natureza, com espírito de equipa, com relação de ajuda e empatia que estabelecem com o recém-nascido e a sua família, mostrando-se sempre disponíveis.

Foi com esta disponibilidade que me deparei desde início, porparte de toda a equipa multidisciplinar. Todos procuraram apoiar-me, esclarecer as minhas dúvidas e demonstraram-se extremamente compreensivos e carinhosos comigo, independentemente do dinamismo e trabalho árduo que reina todos os dias, nesta unidade.

Foi um momento muito especial e ao mesmo tempo algo estranho, o momento em que coloquei um bebé ao meu colo. Mal sabia pegar-lhe, confesso. Aresponsabilidade de ter um ser tão pequeno e tão frágil nos meus braços foi única. Foi talvez a maior dificuldade com que me deparei neste período de estágio: aprender a lidar com recém nascidos, conhecê-los e compreende-los por forma a conseguir dar resposta às suas necessidades.

Foram-me distribuídos dois bebés, que pude acompanhar ao longo de mais de duas semanas. Foram dois lutadores, um menino euma menina, aos quais prestei cuidados, dei afecto, fiz carinhos, fiz maldades… e que vi crescer e recuperarem com uma grande força, para minha alegria e felicidade maior dos pais. Ambos internados por prematuridade: ela ficou para a “engorda” e antes disso, para aprender a mamar, tarefa nada fácil para ela, tão pequena e tão preguiçosa… quanta ansiedade e quanto receio provocou ela à mãe! Aoponto desta diminuir a produção do leite! Ele, depois de hipoglicémias, anemia e uma sepsis tardia, procura agora combater a todo o custo, a sua dependência do Oxigénio por óculos nasais, que lhe causam um desconforto enorme… e por isso passa o tempo a tirá-los do nariz. Detesta que lhe aspiremos as secreções, fica tão cansado…
Felizmente, ao fim de todo este tempo, ela descobriu que afinal a mama...
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