Os meus trabalhos

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  • Publicado : 15 de abril de 2013
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David Hume
A teoria do conhecimento de David Hume segue a tradição empirista. Ou seja, acredita que são as únicas fontes fiáveis para o conhecimento se dá pelos sentidos. Assim uma determinada coisa só pode ser compreendida se for sentida, captada pelos sentidos. Sem a experiência é impossível o conhecimento.
O empirismo é uma corrente filosófica que se opõe ao racionalismo. Este defende comofonte de informação para o conhecimento a razão. Isto é, você pode conhecer algum objecto utilizando apenas a mente. O conhecimento desse objecto já é inerente à razão humana. Em outras palavras, o homem já conhece o objecto, basta apenas evidenciá-lo em sua mente. E esse processo é estritamente racional. Hume discorda dessa vertente filosófica. Para ele, e todos os empíricos, a única maneira deentender algo é através desse algo, analisando e experimentando. Hume descarta qualquer tipo de inatismo, ideias "pré-fabricadas" inerente à mente. Ou seja, todo o conhecimento procede da experiência sensível.

Para Hume, quando o homem nasce, sua mente é como uma folha de papel em branco, sem nenhuma informação 1. Com o passar do tempo, através das observações, sensações, percepções eexperiências, o indivíduo forma o seu conhecimento. Todo o conhecimento deriva da experiência sensível. A essas experiências sensíveis Hume do o nome de impressões. As impressões são a primeira e mais segura forma de conhecimento. São "as nossas percepções mais vivas, quando ouvimos, ou vemos, ou sentimos, ou amamos, ou odiamos, ou desejamos, ou queremos”. Apenas são consideradas impressões o que se percebedurante a acção, quando ocorre o conhecimento. Passada essa experiência, a lembrança posterior do ocorrido, Hume chama de ideias. Ou seja, a experiência proporciona ideias e impressões. As ideias são pensamentos, recordações, são vagas e indefinidas, enquanto as impressões são claras e definidas. A ideia mais viva é inferior à sensação mais apagada. Por exemplo, quando uma pessoa queima a mão, oque ela experimenta é uma impressão imediata. Depois, quando ela se lembrar do ocorrido, terá uma ideia.

A ideia é apenas uma noção da impressão. Hume cita alguns exemplos que comprovam a inferioridade das ideias em relação às impressões no quesito de força e vivacidade. “Um homem num acesso de raiva é instigado de uma maneira muito diferente da de alguém que apenas pensa nessa emoção. Se você mecontar que uma pessoa está apaixonada, entendo facilmente o que você quer dizer com isso e formo uma concepção precisa da situação; mas nunca se confundirá essa concepção com as desordens e agitações da paixão." 2
Desse modo, toda ideia é precedida por uma impressão. A origem dessa ideia se dá de duas maneiras: pela memória e pela imaginação. A primeira é uma recordação de uma experiênciapassada. E apesar de essa lembrança não ser tão "viva e forte" como a experiência, se mantém mais fiel a realidade do que a imaginação. Esta é uma situação hipotética elaborada por impressões anteriores. Em um primeiro momento, a imaginação parece possuir um potencial ilimitado para criar.

Por exemplo, consegue formar seres que, aparentemente, não tenha uma correspondência com a realidade, comocavalos com asas, montanhas de ouro, seres infinitamente virtuosos e muitos outros. Contudo, "na realidade ele [nosso pensamento] está confinado dentro de limites muito estritos, e que todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, nãofazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecemos".4
Para defender a tese de que toda ideia deriva da impressão, Hume apresenta dois argumentos: quando analisamos os nossos pensamentos, sempre notamos que eles se reduzem a ideias copiadas de um sentimento precedente. Em outras palavras, "sempre notaremos que cada ideia examinada é cópia de uma impressão...
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