Oralidade e escritura

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LÍNGÜÍSTICA
MESTRADO INTERINSTITUCIONAL- PROLING-FUNESO

ORALIDADE E ESCRITURALaura Cristina de Paula
Maria Oliveira de França Fernandes

OLINDA, JULHO DE 2007

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LÍNGÜÍSTICA
MESTRADO INTERINSTITUCIONAL- PROLING-FUNESOORALIDADE E ESCRITURA

Laura Cristina de Paula
Maria Oliveira de França Fernandes

OLINDA, JULHO DE 2007.

INTRODUÇÃO

Neste trabalho faremos um breve histórico sobre a história da oralidade, mostrando a importânciaque os estudiosos tm dado a essa questão desde a Idade Média quando a comunicação era feita quase que exclusivamente através da voz.
As instituições religiosas, políticas, educacionais desse período, faziam uso de estratégias orais como: as canções de gesta, lais, fabliaus, trovadores, jograis e outros para cantar e contar ao povo os resultados das guerras, os acontecimentos do cotidiano e osdecretos reais.
A partir do século XII com o Iluminismo, essa situação sofre modificações, os saberes dos textos orais são deixados de lado para dar lugar ao conhecimento estruturado em prol das ciências

A IMPORTÂNCIA DA VOZ

Até a Idade Média era dada uma importância diferenciada a voz, pois era com esta e através desta, que se fazia usodo direito institucional, como o discurso de poder que representava o lugar social do sujeito. Nesse momento a literatura medieval era estruturada para ser dita, falada. Eram os textos ditos que davam firmeza a comunicação social e promoviam as ligações com a cultura através das canções de gesta, fabliaus, jograis, trovadores.
Nesse momento percebeu-se que a palavra tem poder, nela está aorigem do poder do chefe e da política, a palavra proferida pela voz cria o que ela diz, mas nem toda palavra é só palavra, ela traduz superficialmente uma demonstração, como também representa a força. Com esse status privilegia os seus portadores. Foi através dela que se ouviu (e se ouve) a voz da igreja, dos príncipes e dos doutores.
Essa situação começa a sofrer alteração com a ReformaProtestante e o Movimento das Grandes Navegações. Houve nesses momentos a necessidade de fazer com que as pessoas lessem à Bíblia e isso estimulou a alfabetização de uma parcela da população. Também foi percebida a importância de registrar para as futuras gerações a história das viagens de uma nova classe social, os burgueses. Essa nova classe com interesses econômicos comuns são os responsáveispelo fortalecimento da escrita.
A partir do século XVII com o advento do Iluminismo, os saberes dos textos orais são deixados de lado para dar lugar ao conhecimento estruturado em prol das ciências. As Revoluções, Francesa e Industrial contribuem para esse processo, na medida em que colocam a classe média no comando da sociedade, divulgando e vendendo os seus produtos, promovendo os seusinvestimentos através da voz.
A escrita começa a ter um lugar de destaque. E a invenção da imprensa coopera com a tarefa de propagação do texto escrito e influencia para a fixação da escrita. Outro fator que corrobora para a fixação da escrita é o surgimento da Filosofia Empirista liderada por René Descarte, até então não era possível provar a importância da oralidade.
A voz sempre...
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