Nutricionista

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  • Publicado : 2 de julho de 2012
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1. INTRODUÇÃO
As primeiras experiências de transplante, na antiguidade, visavam principalmente a reparar mutilações. No século VI a.C., cirurgiões hindus já faziam enxertos de tecidos. Em Alexandria, lesões do rosto e de outras partes do corpo eram atendidas com retalhos de pele. As primeiras experiências nesse domínio datam de 1905, quando, dois franceses, transplantaram o coração de um cão,que pulsou no corpo de outro durante cerca de uma hora. No homem, a primeira experiência foi feita pelo americano James Daniel Hardy. Em 1964, Hardy enxertou o coração de um chimpanzé num homem de 68 anos, que sobreviveu poucos minutos. Em dezembro de 1967, o sul-africano Christiaan Barnard conseguiu o primeiro êxito nesse tipo de operação, ao transplantar um coração de um humano para um pacientede 54 anos, em fase final de arteriosclerose coronária; o doente sobreviveu 18 dias, e morreu de pneumonia. A partir de então, inúmeros transplantes passaram a ser feitos, conseguindo-se sempre aumento de sobrevida.
Os transplantes reflectem questões éticas relativas à experimentação no corpo humano, às decisões políticas relacionadas com a saúde, e, em sentido mais amplo questionam os limites doconceito da dignidade humana. A ética considera valores, tradições, conceitos e práticas do indivíduo ou com a sociedade, quando aplicada ao âmbito médico. A ação contrária ao que o outro tem como referencial de certo ou errado, aceitável ou não passa a ser antiética, apesar de que a mesma ação pode não representar, para outra pessoa ou grupo de pessoas, atitude ou comportamento antiético.
Omomento da ação é importante, os valores que determinam a aceitação ou não de um comportamento ou atitude são mutáveis, dinâmicos e atuais. Vários procedimentos aceitos hoje não seriam no passado. Valores religiosos, sociais e íntimos dependem muito do local da residência, da cultura, da vivência, da inteligência e da idade do indivíduo.
As condutas e procedimentos para se desenvolver um trabalho depesquisa em humanos devem respeitar todos os aspectos relacionados aos valores éticos no sentido amplo, que impedem a sua exposição a experimentos cujos benefícios sejam inferiores em relação aos riscos.
Os vários tipos de transplantes de tecidos renováveis, transfusão sanguínea e órgãos, de doador cadáver ou de doador vivo não aparentado criam situações que podem suscitar diversas questõeséticas. O uso de partes externas, como face e membros, trouxe novas questões que despertam discussões éticas profundas e intermináveis.

2. DESENVOLVIMENTO

Os conflitos e dramas vividos na área dos transplantes são ao mesmo tempo tristes e desafiadores. Podem demonstrar os aspectos mais diversos e distantes da alma e do comportamento humano. Buscar diminuir o sofrimento de todos os envolvidosnesse processo deve ser objetivo dos profissionais que
atuam na área. A doação de um órgão é ato de entrega-amor em que se consente no compartilhamento da pessoa, com toda sua história, com outra pessoa geralmente totalmente desconhecida. Respeitar o sentimento e a opção da família é essencial. Nem sempre a resposta que se espera do pedido de doação é a que é dada. Resignação e esperança sãoatributos importantes. O que hoje é difícil amanhã pode não ser. A paciência e a serenidade são fundamentais.

No transplante de órgãos, quando o doador é cadáver, fica evidente a dualidade: o infortúnio de um é a sorte do outro. A abordagem da família do provável doador é momento único em que se respeitar os princípios da autonomia, da confidencialidade e da gratuidade, o órgão ou tecido apenaspoderá ser dado e nunca vendido, uma vez que este não é um objeto manipulável, mas é antes algo dotado de individualidade própria, existe uma “zona cinzenta” na fronteira que separa a doação da venda, é importante perceber as circunstâncias em que se realizam as transacções. A grande questão ética relativa à doação de órgãos e tecidos post mortem, residia na definição do que é morte, ou melhor, da...
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