Novos estudos da atividade anticonvulsivante de compostos obtidos de óleos essenciais.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
COORDENAÇÃO GERAL DE PESQUISA
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA - PIBIC



Projeto: AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTICONVULSIVANTE DE ÓLEOS ESSENCIAIS, SEUS COMPONENTES NATURAIS, COMPOSTOS SINTÉTICOS E INVESTIGAÇÃO DE POSSÍVEIS MECANISMOS NEURAIS ENVOLVIDOS.


Plano de trabalho: NOVOS ESTUDOS DAATIVIDADE ANTICONVULSIVANTE DE COMPOSTOS OBTIDOS DE ÓLEOS ESSENCIAIS.

Resumo: A epilepsia descreve-se como uma enfermidade na qual o indivíduo apresenta convulsões recorrentes em decorrência de um processo subjacente crônico. Trata-se de uma doença comum, que chega a atingir cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, tendo uma prevalência em torno de 1% da população mundial. Entretanto, osanticonvulsivantes disponíveis proporcionam um controle adequado das crises convulsivas em apenas dois terços dos pacientes. Com base nesse contexto, a presente proposta de pesquisa desenvolveu estudos com o mirtenol que é um monoterpeno álcool a fim de avaliar possíveis efeitos anticonvulsivantes usando técnicas in vivo. Na primeira etapa do estudo concluiu-se que o mirtenol nas doses de 50 e 100 mg/kg nãofoi capaz de diminuir o número de convulsões e aumentar de forma significativa a latência para convulsões induzidas quimicamente por pentilenotetrazol. No entanto, esses resultados foram significativos quando o mesmo monoterpeno foi testado na dose de 150 mg/kg. Na etapa seguinte, mirtenol não foi capaz de diminuir a duração das convulsões tônicas induzidas por eletrochoque auricular nas doses 50e 100 mg/kg somente na maior dose testada de 150 mg/kg esse resultado foi significativo.









INTRODUÇÃO

Na história da medicina poucas doenças chamaram tanta atenção e geraram tanto debate quanto a epilepsia. Os fatos históricos por si só delineiam a construção do conhecimento sobre esta enfermidade desde a antiguidade até os dias atuais. Indivíduos epilépticos da Romaantiga eram evitados por medo de contágio. Na idade média, foram perseguidos como bruxas. No renascimento, houve a tentativa de se ver a epilepsia como uma manifestação de doença física em lugar de uma mais obscura. No entanto, foi durante o iluminismo que a epilepsia começou a ser considerada de forma mais moderna, com a ajuda de avanços da anatomia, patologia, química, farmácia e fisiologia (GOMESet al., 2006).
Atualmente, a epilepsia é um dos distúrbios neurológicos mais comuns. Dados recentes da Organização Mundial de Saúde relatam que a doença chega a atingir cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, tendo uma prevalência em torno de 1% da população mundial (OMS).
Segundo NITRINI (2003), a epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada por um estado dehiperatividade dos neurônios e circuitos cerebrais capaz de gerar descargas elétricas sincrônicas anormais. Para o diagnóstico clínico de epilepsia é necessário que o indivíduo tenha apresentado duas ou mais crises nos últimos 12 meses sem evidências de insultos agudos como febre, ingestão de álcool ou intoxicação por drogas ou abstinência.
Tratando-se de sua classificação, a epilepsia subdivide-se emduas principais categorias de manifestações: a parcial e a generalizada. Na parcial não há perda da consciência e o acometimento cerebral é focal. Já nas crises generalizadas, há o envolvimento difuso de ambos os hemisférios cerebrais o que pode levar à perda da consciência (RANG et al., 2007).
Quanto às formas de apresentação clínica da epilepsia, são variadas, pois estão relacionadas comas áreas cerebrais envolvidas no processo epiléptico. Podem ser desde súbitos abalos mioclônicos, crises de ausência, até as clássicas convulsões tônico-clônicas generalizadas (HARRINSON et al., 2008). Estas últimas, além de serem as mais comuns são também as mais dramáticas, pois além de sua apresentação agressiva e assustadora, carregam consigo estigmas sociais de tempos remotos (GOMES, 2006)....
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