Nome do vento

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Título original: The Name of the Wind
Copyright © 2007 por Patrick Rothfuss
Copyright da ilustração da capa © 2009 por Marc Simonetti / Bragelorme
Copyright da tradução © 2009 por Editora Sextante Ltda.
Todos os direitos reservados.
Este livro é uma obra de ficção. Os personagens e os diálogos foram criados a partir
da imaginação do autor e não são baseados emfatos reais. Qualquer semelhança
com acontecimentos ou pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência.

tradução
Vera Ribeiro

preparo de originais
Cláudia Pessoa

Revisão
José Tedin e Luis Américo Costa

diagramação
Valéria Teixeira

mapas
Nathan Taylor

capa
Victor Burton

ilustração da capa
Marc Simonetti / Bragelonne

impressão e acabamento
Associação Religiosa Imprensada Fé


CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

R755n Rothfuss, Patrick, 1973-
O nome do vento / Patrick Rothfuss [tradução de Vera
Ribeiro]. - Rio de Janeiro: Sextante, 2009.


Tradução de: The name of the wind
1. Romance americano. I. Ribeiro, Vera. II. Título.


Todos osdireitos reservados, no Brasil, por
Editora Sextante Ltda.
Rua Voluntários da Pátria, 45 - Gr. 1.407 - Botafogo
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Para minha mãe, que me ensinou a amar
os livros e me abriu as portas de
Nárnia, Pern e a Terra-Média.

E para meu pai, que me ensinou que seeu
pretendia fazer alguma coisa devia ir com
calma e fazê-la direito.











































PRÓLOGO

Um silêncio de três partes

NOITE OUTRA VEZ. A Pousada Marco do Percurso estava em silêncio, e era um silêncio em três partes.

A parte mais óbvia era uma quietude oca e repleta de ecos, feita das coisas que faltavam. Sehouvesse vento, ele sussurraria por entre as árvores, faria a pousada ranger em suas juntas e sopraria o silêncio estrada afora, como folhas de outono arrastadas. Se houvesse uma multidão, ou pelo menos um punhado de homens na pousada, eles encheriam o silêncio de conversa e riso, do burburinho e do clamor esperados de uma casa em que se bebe nas horas sombrias da noite. Se houvesse música... Masnão, é claro que não havia música. Na verdade, não havia nenhuma dessas coisas e por isso o silêncio persistia.

Dentro da pousada, uma dupla de homens se encolhia num canto do bar. Os dois bebiam com serena determinação, evitando discussões sérias ou notícias inquietantes. Com isso, acrescentavam um silêncio pequeno e soturno ao maior e mais oco. Ele formava uma espécie de amálgama, umcontraponto.

O terceiro silêncio não era fácil de notar. Se você passasse uma hora escutando, talvez começasse a senti-lo no assoalho de madeira sob os pés e nos barris toscos e lascados atrás do bar. Ele estava no peso da lareira de pedras negras, que conservava o calor de um fogo há muito extinto. Estava no lento vaivém de uma toalha de linho branco esfregada nos veios da madeira do bar. Eestava nas mãos do homem ali postado, que polia um pedaço de mogno já reluzente à luz do lampião.

O homem tinha cabelos ruivos de verdade, vermelhos como a chama. Seus olhos eram escuros e distantes, e ele se movia com a segurança sutil de quem conhece muitas coisas.

Dele era a Pousada Marco do Percurso, como dele era também o terceiro silêncio. Era apropriado que assim fosse, poisesse era o maior silêncio dos três, englobando os outros dentro de si. Era profundo e amplo como o fim do outono. Pesado como um pedregulho alisado pelo rio. Era o som paciente ― som de flor colhida ― do homem que espera a morte.


CAPÍTULO 1

Um lugar para demônios

ERA NOITE DE CAEDES e o grupo de praxe se reunia na Pousada Marco do Percurso. Cinco pessoas não chegavam a ser propriamente...
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